{"id":18039,"date":"2019-08-26T08:23:43","date_gmt":"2019-08-26T11:23:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=18039"},"modified":"2019-08-26T08:23:45","modified_gmt":"2019-08-26T11:23:45","slug":"governo-analisara-projeto-alternativo-para-o-litoral-mas-nao-abre-mao-de-rodovia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/08\/26\/governo-analisara-projeto-alternativo-para-o-litoral-mas-nao-abre-mao-de-rodovia\/","title":{"rendered":"&#8220;Governo analisar\u00e1 projeto alternativo para o Litoral, mas n\u00e3o abre m\u00e3o de rodovia"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8220;Durante tr\u00eas horas, na manh\u00e3 desta sexta-feira (23), as principais obras previstas para o Litoral do Paran\u00e1 foram debatidas no Pal\u00e1cio Igua\u00e7u. Mas foram as solu\u00e7\u00f5es vi\u00e1rias para Pontal do Paran\u00e1 e a possibilidade de um novo polo portu\u00e1rio que dominaram a maior parte do debate. Foram apresentados dois projetos: o da Faixa de Infraestrutura (que pode ter o nome alterado em breve) e uma proposta alternativa, custeada por ambientalistas, focada na mobilidade e no incentivo ao turismo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A reuni\u00e3o contou com a presen\u00e7a de secret\u00e1rios estaduais, prefeitos do litoral, representantes de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, integrantes de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais ligadas a causas ambientais e o Minist\u00e9rio P\u00fablico. Todas as partes enfatizaram a possibilidade de di\u00e1logo e de encaminhamento, com mais transpar\u00eancia, das demandas do litoral, principalmente as que envolvem investimentos estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A alternativa mais voltada para o desenvolvimento sustent\u00e1vel ganhou o nome de Ciclorrodovia Interpraias. \u00c9 o resultado de uma campanha de financiamento coletivo, que arrecadou R$ 37,4 mil para custear as despesas b\u00e1sicas do projeto. \u00c9 uma iniciativa de mobilidade, interligando os munic\u00edpios da regi\u00e3o em mais de 50 quil\u00f4metros de ciclovias, com pontos de parada, que incluem mirantes, \u00e1reas de com\u00e9rcio e outras estruturas voltadas ao turismo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A ideia \u00e9 aproveitar alguns trechos ainda n\u00e3o explorados de beira-mar. \u00c9 o caso de Pontal do Paran\u00e1, que n\u00e3o tem infraestrutura vi\u00e1ria na beira da praia. O projeto foi dividido em fases e prev\u00ea investimentos na constru\u00e7\u00e3o de alguns trechos, e tamb\u00e9m refor\u00e7os em vias j\u00e1 existentes. Um exemplo seria a terceira pista adicional na PR-412, entre o balne\u00e1rio de Shangri-l\u00e1 e Pontal do Sul. Segundo os idealizadores, essa por\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem press\u00e3o urbana e n\u00e3o haveria problemas com desapropria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;J\u00e1 para desafogar o tr\u00e2nsito na chegada a Pontal do Paran\u00e1, um novo acesso seria estruturado. O conjunto de obras vi\u00e1rias\u00a0\u2013 todas incluindo ciclovias para aproveitar o terreno plano e a voca\u00e7\u00e3o do litoral para o uso de bicicletas\u00a0\u2013 \u00e9 composto por por\u00e7\u00f5es: uma alternativa de acesso \u00e0 cidade, uma nova avenida beira-mar e uma pista adicional na PR-412. O cruzamento da via, por pedestres e ciclistas, seria feito por travessias subterr\u00e2neas. Os organizadores destacaram o menor impacto ambiental da proposta. A estimativa de custo total para colocar o projeto em pr\u00e1tica seria de R$ 127 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na sequ\u00eancia foi apresentado o projeto da Faixa de Infraestrutura, cuja obra custaria R$ 270 milh\u00f5es, envolto em pol\u00eamicas e considerado essencial para criar um polo portu\u00e1rio em Pontal do Paran\u00e1. . Idealizador do projeto, o engenheiro Eduardo Gobbi apresentou o contexto que levou \u00e0 formula\u00e7\u00e3o da proposta e destacou que o conjunto de obras, que envolve a constru\u00e7\u00e3o de uma rodovia em meio a um trecho preservado de Mata Atl\u00e2ntica, s\u00f3 se justifica se houver a decis\u00e3o governamental de incentivar a instala\u00e7\u00e3o de um porto privado em Pontal. J\u00e1 a primeira proposta, a custeada por ambientalistas, \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 instala\u00e7\u00e3o do porto e n\u00e3o prev\u00ea acessos at\u00e9 a localidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eduardo Gobbi, por sua vez, apresentou o contexto que levou \u00e0 formula\u00e7\u00e3o da proposta da Faixa de Infraestrutura e destacou que o conjunto de obras, que envolve a constru\u00e7\u00e3o de uma rodovia em meio a um trecho preservado de Mata Atl\u00e2ntica, s\u00f3 se justifica se houver a decis\u00e3o governamental de incentivar a instala\u00e7\u00e3o de um porto em Pontal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Turismo, sim, rodovia, sim, porto, talvez&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Apresentados os dois projetos, o secret\u00e1rio estadual de Infraestrutura e Log\u00edstica, Sandro Alex de Oliveira, comentou os pontos positivos das propostas. Disse ter ficado encantado com a solu\u00e7\u00e3o de cicloparagens (os pontos de parada) a ponto de determinar imediatamente que sua equipe comece a trabalhar para viabilizar a obra. Por outro lado, considerou que a alternativa vi\u00e1ria \u00e0 Faixa de Infraestrutura foi muito acanhada e n\u00e3o daria conta da necessidade de fluxo na regi\u00e3o, principalmente considerando demandas futuras.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sendo assim, o secret\u00e1rio acredita que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel abrir m\u00e3o de uma nova rodovia na regi\u00e3o. Ele contou ainda uma hist\u00f3ria pessoal. Disse que a fam\u00edlia tem casa em Pontal e que chegou a ficar, com os filhos g\u00eameos dentro do carro, quatro horas parado no tr\u00e2nsito da cidade. Depois disso, nunca mais teria repetido o passeio. Sendo assim, para Sandro Alex, o discurso deveria ser: &#8220;turismo, sim, rodovia, sim, porto, talvez&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Impulsionado pela fala de representantes do Minist\u00e9rio P\u00fablico, o secret\u00e1rio ainda destacou que o governo do Paran\u00e1 n\u00e3o pretende custear 100% de uma rodovia voltada aos interesses privados de um porto, sem qualquer contrapartida. Tentando evitar vincula\u00e7\u00e3o direta com governos anteriores e justificando que o nome n\u00e3o condiz com os objetivos principais da obra, ele ainda sugeriu abandonar o nome Faixa de Infraestrutura, adotando algo como estrada ou rodovia da Mata Atl\u00e2ntica, como forma de combinar com a inten\u00e7\u00e3o de, no ano que vem, fazer uma ampla da divulga\u00e7\u00e3o dos atrativos de turismo da natureza na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A reuni\u00e3o terminou com a determina\u00e7\u00e3o de formar um grupo de trabalho para estudar um projeto consensual. Os participantes devem receber subs\u00eddios do Plano de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Litoral (PDS), projeto financiado pelo Banco Mundial para planejar a\u00e7\u00f5es para a zona litor\u00e2nea. O modelo est\u00e1 na reta final de produ\u00e7\u00e3o e deve ser apresentado no pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Gazeta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Durante tr\u00eas horas, na manh\u00e3 desta sexta-feira (23), as principais obras previstas para o Litoral do Paran\u00e1 foram debatidas no Pal\u00e1cio Igua\u00e7u. Mas foram as solu\u00e7\u00f5es vi\u00e1rias para Pontal do Paran\u00e1 e a possibilidade de um novo polo portu\u00e1rio que dominaram a maior parte do debate. 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