{"id":17391,"date":"2019-08-16T09:42:29","date_gmt":"2019-08-16T12:42:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=17391"},"modified":"2019-08-16T09:42:30","modified_gmt":"2019-08-16T12:42:30","slug":"redes-sociais-nao-fazem-mal-desde-que-nao-substituam-atividades-mais-saudaveis-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/08\/16\/redes-sociais-nao-fazem-mal-desde-que-nao-substituam-atividades-mais-saudaveis-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Redes sociais n\u00e3o fazem mal, desde que n\u00e3o substituam atividades mais saud\u00e1veis, diz estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Redes sociais\u00a0fazem mal para os adolescentes?<\/p>\n\n\n\n<p>A pergunta que tira o sono de pais, educadores e cientistas em todo o mundo recebeu, por ora, uma nova resposta.<\/p>\n\n\n\n<p>E ela \u00e9: as redes n\u00e3o prejudicam diretamente os mais jovens, mas podem tirar o tempo que eles gastam em atividades vitais e saud\u00e1veis, como dormir e se exercitar.<\/p>\n\n\n\n<p>O alerta vem de pesquisadores do Reino Unido, que recomendam a proibi\u00e7\u00e3o de celulares depois das 22h e incentivos a atividades f\u00edsicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, as meninas s\u00e3o especialmente vulner\u00e1veis \u200b\u200bao\u00a0<em>cyberbullying<\/em>, o que pode levar a problemas psicol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>No Reino Unido, nove em cada dez adolescentes usam redes sociais e h\u00e1 uma crescente preocupa\u00e7\u00e3o com o seu impacto na sa\u00fade mental dos mais\u00a0jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, as conclus\u00f5es das pesquisas s\u00e3o contradit\u00f3rias devido \u00e0 falta de estudos de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste estudo recente, publicado no na revista m\u00e9dica especializada&nbsp;<em>The Lancet Child &amp; Adolescent Health<\/em>, mais de 12 mil adolescentes em idade escolar na Inglaterra foram entrevistados durante tr\u00eas anos, dos 13 aos 16.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles cursavam os anos 9, 10 e 11 (equivalentes ao 9\u00ba ano do ensino fundamental e 1\u00ba e 2\u00ba do ensino m\u00e9dio no Brasil) do sistema de ensino brit\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o estudo fez?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os adolescentes informaram com que frequ\u00eancia checavam redes como Instagram, Facebook, WhatsApp e Twitter diariamente, mas n\u00e3o quanto tempo gastavam usando-as.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano 9, a maioria (51%) das meninas e 43% dos meninos entraram em redes sociais mais de tr\u00eas vezes por dia; no ano 11, a frequ\u00eancia subiu para 69% entre os meninos e 75% entre as meninas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no ano 10, os mesmos jovens preencheram um question\u00e1rio sobre sua sa\u00fade mental e relataram experi\u00eancias de&nbsp;<em>cyberbullying<\/em>, sono e atividade f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano 11, os adolescentes avaliaram seus n\u00edveis de felicidade e ansiedade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C0A8\/production\/_108302394_gettyimages-1011194192.jpg\" alt=\"Adolescente sentada usa celular e m\u00e3e aparece atr\u00e1s com olhar preocupado e olhando o rel\u00f3gio\"\/><figcaption>Image captionNa pesquisa, meninas disseram usar redes sociais com mais frequ\u00eancia que meninos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a pesquisa encontrou?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os meninos e meninas que verificavam suas redes mais de tr\u00eas vezes por dia tinham pior sa\u00fade mental e maior sofrimento psicol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>As meninas tamb\u00e9m parecem mais propensas a dizer que s\u00e3o menos felizes e mais ansiosas \u00e0 medida que os anos avan\u00e7aram, ao contr\u00e1rio dos meninos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores dizem que h\u00e1 ind\u00edcios de um v\u00ednculo forte entre o uso de redes sociais e sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas meninas, os efeitos negativos s\u00e3o revelados principalmente em perturba\u00e7\u00f5es do sono,&nbsp;<em>ciberbullying<\/em>&nbsp;e, em menor medida, falta de exerc\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos meninos, os fatores tamb\u00e9m t\u00eam um impacto, mas muito menor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os pa<\/strong><strong>i<\/strong><strong>s devem se preocupar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador do estudo, Russell Viner, professor de sa\u00fade do adolescente do University College London, diz: &#8220;Os pais andam em c\u00edrculos quando o assunto \u00e9 o tempo que seus filhos passam nas redes sociais todos os dias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas eles deveriam se preocupar com a quantidade de atividade f\u00edsica e sono dos filhos, porque as m\u00eddias sociais est\u00e3o substituindo outras coisas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>As redes sociais tamb\u00e9m podem ter um efeito positivo nos adolescentes e &#8220;desempenham um papel central na vida de nossos filhos&#8221;, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m envolvida no estudo, a professora de psiquiatria infantil, Dasha Nicholls, da universidade Imperial College London, completa: &#8220;N\u00e3o \u00e9 o tempo na rede social em si, a quest\u00e3o \u00e9 quando ela desloca os contatos e atividades da vida real.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; A quest\u00e3o \u00e9 encontrar um equil\u00edbrio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11684\/production\/_108300317_gettyimages-911030088.jpg\" alt=\"Dois adolescentes sentados \u00e0 mesa olham para seus celulares\"\/><figcaption>Image caption&#8217;N\u00e3o \u00e9 o tempo na rede social em si, a quest\u00e3o \u00e9 quando ela desloca os contatos e atividades da vida real&#8217;, diz Dasha Nicholls<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 diferente para meninos?<\/h2>\n\n\n\n<p>A equipe de especialistas diz que, embora tenha observado diferen\u00e7as no uso de redes sociais entre garotas e garotos, elas ainda n\u00e3o s\u00e3o bem compreendidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rios outros estudos para descobrir de que forma o uso das redes sociaiso pode influenciar o sofrimento psicol\u00f3gico dos meninos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">E quanto ao cyberbullying?<\/h2>\n\n\n\n<p>Nicholls diz que os pais devem monitorar as atividades de seus filhos para ter certeza de que n\u00e3o est\u00e3o acessando conte\u00fado prejudicial, principalmente \u00e0 noite.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com o&nbsp;<em>cyberbullying<\/em>, nem a nossa cama \u00e9 um lugar seguro. Mas, se o seu celular estiver em outro c\u00f4modo da casa, voc\u00ea n\u00e3o pode ser intimidado em sua cama.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Louise Theodosiou, do corpo docente sobre crian\u00e7as e adolescentes do Royal College of Psychiatrists (organiza\u00e7\u00e3o profissional de psiquiatras do Reino Unido), diz: &#8220;Mais estudos s\u00e3o necess\u00e1rios para entender como podemos evitar os impactos mais negativos das redes sociais, particularmente em crian\u00e7as e jovens vulner\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 justo que as empresas de redes sociais contribuam para financiar esses estudos e fa\u00e7am mais para apoiar os jovens a usar a internet com seguran\u00e7a.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Redes sociais\u00a0fazem mal para os adolescentes? A pergunta que tira o sono de pais, educadores e cientistas em todo o mundo recebeu, por ora, uma nova resposta. 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