{"id":15558,"date":"2019-07-25T08:58:47","date_gmt":"2019-07-25T11:58:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=15558"},"modified":"2019-07-25T08:58:48","modified_gmt":"2019-07-25T11:58:48","slug":"familia-catarinense-enterra-corpo-de-mulher-em-curitiba-apos-burocracia-impedir-liberacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/07\/25\/familia-catarinense-enterra-corpo-de-mulher-em-curitiba-apos-burocracia-impedir-liberacao\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia catarinense enterra corpo de mulher em Curitiba ap\u00f3s burocracia impedir libera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Deise Lu Naz\u00e1rio Betcher foi encontrada em um terreno baldio, h\u00e1 duas semanas<\/h4>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia de\u00a0Deise Lu Naz\u00e1rio Betcher\u00a0est\u00e1 indignada com o servi\u00e7o funer\u00e1rio de Curitiba. A mulher de 35 anos morreu h\u00e1 duas semanas, na capital paranaense, e seus parentes foram impedidos de enterrar o corpo em sua terra natal, no interior de Santa Catarina. O estabelecimento p\u00fablico alegou a falta de um comprovante de resid\u00eancia que assegurasse que ela realmente em Maracaj\u00e1. Sem esse documento, ela teria de ser enterrada em Curitiba.<br><br>O problema \u00e9 que Deise Lu era usu\u00e1ria de drogas e moradora de rua, sem ter como comprovar resid\u00eancia em Santa Catarina.\u00a0Seu corpo foi velado no \u00faltimo domingo (21), no Cemit\u00e9rio Municipal do Boqueir\u00e3o, contra a vontade de seus familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Rinaldo Neto, irm\u00e3o de Deise, diz ainda n\u00e3o entender o porqu\u00ea de ter enterrado a irm\u00e3 longe de casa. \u201cEles me exigiram esse comprovante, mas eu falei que ela estava em situa\u00e7\u00e3o de rua, n\u00e3o tinha como conseguir. Apresentamos v\u00e1rios outros documentos, como o boletim de ocorr\u00eancia com seu endere\u00e7o em Santa Catarina, mas n\u00e3o aceitaram\u201d, contou em entrevista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lamenta a disposi\u00e7\u00e3o do modelo curitibano, que impede a livre escolhe dos usu\u00e1rios do sistema. \u201cT\u00ednhamos escolhido uma funer\u00e1ria de Santa Catarina, com pre\u00e7o acess\u00edvel. Cheguei aqui e descobri que sem um comprovante de resid\u00eancia, ser\u00edamos impedidos de lev\u00e1-la para Maracaj\u00e1. Ap\u00f3s isso, nos deram outra op\u00e7\u00e3o: contratar uma funer\u00e1ria local e a libera\u00e7\u00e3o seria imediata. Mas o problema \u00e9 que os pre\u00e7os daqui s\u00e3o altos, mais que o dobro do que o combinado com a nossa primeira escolha\u201d, revelou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Licita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.bandab.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/WhatsApp-Image-2019-07-23-at-17.02.48-1-720x960.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-468784\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Autoriza\u00e7\u00e3o de Sepultamento \u2013 Foto: Rinaldo Neto\/Colabora\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o do modelo, criado em 2008, restringe a atua\u00e7\u00e3o de apenas 26 funer\u00e1rias no munic\u00edpio, por meio de licita\u00e7\u00e3o. Esse m\u00e9todo \u00e9 duramente criticado por associa\u00e7\u00f5es estaduais e nacionais do segmento. \u201cNossa categoria \u00e9 totalmente contra o modelo de Curitiba. O rod\u00edzio de empresas n\u00e3o pode se sobrepor ao direito de prefer\u00eancia. Esse absurdo seria resolvido com simples adequa\u00e7\u00e3o na lei, ao colocar o livre transporte intermunicipal de cad\u00e1veres a partir do munic\u00edpio de origem e da cidade de destino\u201d, afirma o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funer\u00e1rio, Lourival Panhozzi.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandro Mildenberg, presidente da Associacao Paranaense Dos Planos de Assist\u00eancia Funeral, tamb\u00e9m pede \u00e0 prefeitura uma revis\u00e3o do sistema. \u201cEntendemos que o modelo precisa realmente ser revisto pelas autoridades. Ele prejudica a liberdade de escolha do usu\u00e1rio. Entendemos que a prefeitura, mas isso \u00e9 poss\u00edvel desde que o poder Executivo tome medidas protetivas contra aquelas que promovem essa pr\u00e1tica, o que n\u00e3o pode \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o ficar ref\u00e9m do sistema e deixarem de ser atendidos, contrariando a Constitui\u00e7\u00e3o e ao C\u00f3digo do Consumidor\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalta que o Executivo deve, sim, legislar e ter \u201cm\u00e3o firme\u201d para que casos de \u2018papa-defuntos\u2019 n\u00e3o aconte\u00e7am em portas de hospitais e do Instituto M\u00e9dico Legal. \u201c\u00c9 claro que existem funer\u00e1rias que se postam na porta de hospitais incomodando familiares, mas \u00e9 poss\u00edvel que o poder Executivo tome medidas protetivas contra essa pr\u00e1tica, sem ferir a Constitui\u00e7\u00e3o e o C\u00f3digo do Consumidor\u201d, ressaltou \u00e0 reportagem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Resposta<\/h3>\n\n\n\n<p>A Banda B entrou em contato com o Servi\u00e7o Municipal Funer\u00e1rio de Curitiba. Em entrevista, o gerente do \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico, Edimar Rosa de Ara\u00fajo, explicou os motivos do munic\u00edpio impedir a transporte. \u201cA lei tem de ser cumprida. Se n\u00f3s liber\u00e1ssemos o corpo sem comprovante, ter\u00edamos de responder posteriormente sobre o motivo dessa decis\u00e3o. A lei do munic\u00edpio prev\u00ea isso. N\u00e3o \u00e9 m\u00e1 vontade do servidor, \u00e9 o cumprimento da lei\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Banda B<br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deise Lu Naz\u00e1rio Betcher foi encontrada em um terreno baldio, h\u00e1 duas semanas A fam\u00edlia de\u00a0Deise Lu Naz\u00e1rio Betcher\u00a0est\u00e1 indignada com o servi\u00e7o funer\u00e1rio de Curitiba. 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