{"id":14866,"date":"2019-07-08T10:13:58","date_gmt":"2019-07-08T13:13:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=14866"},"modified":"2019-07-08T10:14:00","modified_gmt":"2019-07-08T13:14:00","slug":"museu-da-imagem-e-do-som-inaugura-cineclube-de-cinema-paranaense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/07\/08\/museu-da-imagem-e-do-som-inaugura-cineclube-de-cinema-paranaense\/","title":{"rendered":"Museu da Imagem e do Som inaugura cineclube de cinema paranaense"},"content":{"rendered":"\n<p>Os cin\u00e9filos de Curitiba v\u00e3o ganhar nesta quinta-feira (11) um presente e tanto. \u00c0s 19 horas, no Museu da Imagem e do Som do Paran\u00e1 (MIS-PR), acontecer\u00e1 a sess\u00e3o inaugural do Aurora &#8211; cineclube de cinema paranaense, cujo primeiro ciclo ser\u00e1 dedicado ao cineasta Fernando Severo, que em 2019 completa 40 anos de carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>O Aurora promover\u00e1 sess\u00f5es quinzenais, sempre \u00e0s quintas-feiras, das 19 \u00e0s 22 horas, no miniaudit\u00f3rio do MIS. A programa\u00e7\u00e3o, a exemplo do ciclo dedicado a Severo, ser\u00e1 composta por quatro sess\u00f5es, que incluir\u00e3o filmes do(a) artista escolhido(a), obras de diversos autores, propostas pela curadoria, e um filme selecinado pelo pr\u00f3prio cineasta &#8211; todos sempre pensados na rela\u00e7\u00e3o que mant\u00eam entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora do Museu e tamb\u00e9m uma das curadoras do cineclube, Cristiane Senn, diz que o Aurora nasce com a miss\u00e3o de promover, difundir e incentivar o debate em torno da produ\u00e7\u00e3o audiovisual de curta e longa-metragem realizada no Estado, fomentando um espa\u00e7o de pensamento de cinema a partir de realizadores e profissionais do audiovisual paranaense, desde os pioneiros at\u00e9 os contempor\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os outros curadores s\u00e3o os cineastas Thomas van Osten e William Biaglioli, para quem o cinema paranaense \u00e9 riqu\u00edssimo, com uma produ\u00e7\u00e3o muito relevante, mas ainda pouco conhecida do grande p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Principal expoente da gera\u00e7\u00e3o do Super-8, Severo come\u00e7ou a rodar filmes entre o fim da d\u00e9cada de 1970 e o come\u00e7o dos anos 1980, no Paran\u00e1. Este primeiro conjunto de t\u00edtulos em Super-8, entre eles o filme de estreia de Severo, \u201cHu\u201d (1979), ser\u00e1 apresentado em sua bitola original, assim como seus primeiros trabalhos em v\u00eddeo, na primeira sess\u00e3o do ciclo.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda sess\u00e3o acontecer\u00e1, excepcionalmente, na Cinemateca de Curitiba em parceria com o MIS, composta por filmes em 35mm do diretor Fernando Severo, nascido em Ca\u00e7ador, Santa Catarina, mas criado no Paran\u00e1. Rodados entre o come\u00e7o dos anos 2000 e 2010, os filmes, como \u201cOs Desertos Dias\u201d e \u201cVision\u00e1rios\u201d, representam o ponto de maturidade da carreira do diretor. Ser\u00e1 uma oportunidade rara para ver estas obras projetadas em seu formato original, em pel\u00edcula 35mm.<\/p>\n\n\n\n<p>Na terceira sess\u00e3o do ciclo, ser\u00e1 exibido um dos mais premiados e celebrados filmes da carreira do diretor: \u201cO Mundo Perdido de Koz\u00e1k\u201d (1988), que retrata a obra do documentarista Vladmir Koz\u00e1k, premiado como melhor filme no XXI Festival de Cinema de Bras\u00edlia e vencedor de outros 16 pr\u00eamios nacionais. A sess\u00e3o tamb\u00e9m exibir\u00e1 outros filmes que investigam uma po\u00e9tica cinematogr\u00e1fica do retrato, como &#8220;O Poeta do Castelo&#8221;, de Joaquim Pedro de Andrade, e &#8220;Retrato de Maria Callas&#8221;, de Werner Schroeter.<\/p>\n\n\n\n<p>A sess\u00e3o surpresa do Cineclube Aurora \u00e9 um convite ao acaso para o espectador. T\u00e3o acostumado com a profus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e est\u00edmulos, este \u00e9 o momento que voc\u00ea deixa o conforto de lado e simplesmente se entrega para uma experi\u00eancia de descoberta. Um mergulho no desconhecido. A primeira sess\u00e3o carta branca do Cineclube Aurora apresentar\u00e1 um filme programado e comentado por Severo, que s\u00f3 ser\u00e1 revelado na hora de sua apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>FERNANDO SEVERO &#8211; Natural de Ca\u00e7ador (SC) e criado em Clevel\u00e2ndia (PR), Severo, que j\u00e1 foi diretor do MIS-PR, realizou a maior parte dos seus filmes no Paran\u00e1, desde 1979 at\u00e9 os dias de hoje. Trabalhou com diversas bitolas, tendo sido um dos mais importantes realizadores de cinema Super-8 do Estado, reconhecido no Brasil e internacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>De sua obra em Super-8, destaca-se \u201cAluminosa espera do apocalipse\u201d (1979), exibido este ano no Festival de Cinema de Ouro Preto, promovido em conjunto com Ruy Vezzaro e Peter Lorenzo, filme feito pela \u00f3tica da loucura de um homem que constr\u00f3i uma cidade destinada a repovoar o mundo depois do apocalipse; ou \u201cHu\u201d (1979), tamb\u00e9m Super-8, considerado o primeiro filme experimental feito no Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 16mm, Severo fez \u201cO Mundo Perdido de Kozak\u201d, sobre a vida e a obra de Vladimir Koz\u00e1k, tcheco naturalizado brasileiro que morou em Curitiba por mais de 40 anos, filmando aspectos urbanos e rurais do Brasil, notadamente ind\u00edgenas no interior do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 35mm, Severo fez curtas-metragens de grande qualidade que foram pouco vistos pelo p\u00fablico local: por exemplo, \u201cS\u00e9culo XX: Primeiros Tempos\u201d (1993), curta-metragem para a s\u00e9rie Panorama Hist\u00f3rico Brasileiro, produzida pelo Ita\u00fa Cultural; ou \u201cVision\u00e1rios\u201d (2002), document\u00e1rio po\u00e9tico com trilha sonora de Harry Crowl, que retoma o tema de \u201cAluminosa\u201d e registra os \u00faltimos vest\u00edgios de dois santu\u00e1rios constru\u00eddos no Norte do Paran\u00e1 por pequenos agricultores, nos anos 1960 e 1970, inspirados por vis\u00f5es m\u00edsticas; ou ainda \u201cOs Desertos Dias\u201d (1991), fic\u00e7\u00e3o sobre um militante pol\u00edtico latino-americano que se refugia no litoral do Paran\u00e1, onde vive na constante expectativa de ser descoberto e eliminado.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme tem roteiro escrito a seis m\u00e3os, com Jos\u00e9 Rubens Siqueira e Val\u00eancio Xavier, multiartista radicado no Paran\u00e1 que, al\u00e9m de Diretor do MIS-PR, tamb\u00e9m foi criador da Cinemateca de Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p>Com multiplicidade e inventividade \u00edmpares, dialogando fortemente com o curta-metragem brasileiro e novos cinemas do mundo todo, como a Nouvelle Vague e o Cinema Novo Alem\u00e3o, Severo participou de uma \u00e9poca prof\u00edcua de cr\u00edtica e de produ\u00e7\u00e3o de cinema no Paran\u00e1, e ajudou a pavimentar o cen\u00e1rio de produ\u00e7\u00e3o audiovisual local, seja no document\u00e1rio, na fic\u00e7\u00e3o, no cinema experimental, em Super-8, 16mm, 35mm, v\u00eddeo, Umatic e digital.<\/p>\n\n\n\n<p>SERVI\u00c7O: Aurora &#8211; cineclube de cinema paranaense.<\/p>\n\n\n\n<p>Ciclo 01 &#8211; Fernando Severo: de 11 de julho a 22 de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>Quinzenalmente, quintas-feiras, \u00e0s 19h.<\/p>\n\n\n\n<p>Museu da Imagem e do Som do Paran\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>R. Bar\u00e3o do Rio Branco, 395 &#8211; Centro, Curitiba<\/p>\n\n\n\n<p>(A segunda sess\u00e3o ser\u00e1 excepcionalmente na Cinemateca de Curitiba &#8211; Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174)<\/p>\n\n\n\n<p>Entrada gratuita.<\/p>\n\n\n\n<p>PROGRAMA\u00c7\u00c3O:<\/p>\n\n\n\n<p>11 (quinta-feira) &#8211; FILMES EM SUPER 8 E V\u00cdDEO. Filmes exibidos: Aluminosa Espera do Apocalipse (10 minutos) &#8211; HU (2m40) &#8211; Jardins Suspensos (10m) &#8211; Vis\u00f5es Secretas (15m) &#8211; Escura Maravilha (9m) &#8211; Fred Hist\u00e9rico (1m) &#8211; Instru\u00e7\u00f5es para subir uma escada (5m20).<\/p>\n\n\n\n<p>Dura\u00e7\u00e3o total: 54 min.<\/p>\n\n\n\n<p>Dia 25 Filmes em 35 mm<\/p>\n\n\n\n<p>LOCAL DE EXIBI\u00c7\u00c3O: Cinemateca de Curitiba &#8211; Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174.<\/p>\n\n\n\n<p>FILMES EXIBIDOS: S\u00e9culo XX: Primeiros Tempos (17m) &#8211; Os Desertos Dias (17m) &#8211; Vision\u00e1rios (15m) &#8211; Paisagem de Meninos (25m). Dura\u00e7\u00e3o total: 74 min.<\/p>\n\n\n\n<p>Dia 8 de agosto &#8211; KOZAK E OUTROS RETRATOS.<\/p>\n\n\n\n<p>Filmes exibidos: Introdu\u00e7\u00e3o ao Acompanhamento Musical de Arnold Schoenberg a Uma Sequ\u00eancia Cinematogr\u00e1fica, de Dani\u00e8le Huillet &amp; Jean-Marie Straub (16m) &#8211; Maria Callas Portr\u00e4t, de Werner Schroeter (13m) &#8211; O Mundo Perdido de Koz\u00e1k, de Fernando Severo (15m) &#8211; Di Cavalcanti, de Glauber Rocha (15m) O Poeta do Castelo, de Joaquim Pedro de Andrade (12m). Dura\u00e7\u00e3o total: 71 min.<\/p>\n\n\n\n<p>Dia 22 &#8211; CARTA BRANCA.<\/p>\n\n\n\n<p>Filme proposto e comentado pelo cineasta Fernando Severo. O t\u00edtulo ser\u00e1 revelado apenas no dia e hor\u00e1rio da exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>BemParan\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cin\u00e9filos de Curitiba v\u00e3o ganhar nesta quinta-feira (11) um presente e tanto. \u00c0s 19 horas, no Museu da Imagem e do Som do Paran\u00e1 (MIS-PR), acontecer\u00e1 a sess\u00e3o inaugural do Aurora &#8211; cineclube de cinema paranaense, cujo primeiro ciclo ser\u00e1 dedicado ao cineasta Fernando Severo, que em 2019 completa 40 anos de carreira. 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