{"id":14740,"date":"2019-07-05T14:41:46","date_gmt":"2019-07-05T17:41:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=14740"},"modified":"2019-07-05T14:41:47","modified_gmt":"2019-07-05T17:41:47","slug":"tour-leva-o-povo-pra-conhecer-lendas-urbanas-de-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/07\/05\/tour-leva-o-povo-pra-conhecer-lendas-urbanas-de-curitiba\/","title":{"rendered":"Tour leva o povo pra conhecer lendas urbanas de Curitiba"},"content":{"rendered":"\n<p> Imagina passar de noite ao lado do Belvedere, edif\u00edcio hist\u00f3rico no bairro S\u00e3o Francisco, e descobrir que no local sempre aparece na janela a Esther, a \u201cnoiva macabra\u201d. Ou ent\u00e3o, passar pelo edif\u00edcio Tijucas, na Boca Maldita, e ver uma jovem de vestido vermelho andando pelo pr\u00e9dio e descobrir que ela morreu h\u00e1 d\u00e9cadas. Todas essas \u201cemo\u00e7\u00f5es\u201d, mescladas com fatos hist\u00f3ricos ver\u00eddicos destes locais, s\u00e3o reunidas no tour noturno \u201cLendas Curitibanas\u201d, realizado pelo guia tur\u00edstico Mauro Schirmer. <\/p>\n\n\n\n<p> \u201cEu achei o tour muito interessante. Eu nasci em Curitiba, mas n\u00e3o conhecia nem metade destas hist\u00f3rias e lendas\u201d, conta a bacharel em Direito Mariana Kataoka, 22 anos, que foi ao tour com o namorado. Mauro \u00e9 apaixonado pelas hist\u00f3rias e lendas de Curitiba. Quando viu o livro Lendas Curitibanas pediu licen\u00e7a \u00e0 autora para usar alguns dos \u201ccausos\u201d do livro em um tour noturno. <\/p>\n\n\n\n<p>Mauro pesquisou ainda outras lendas e as mesclou com a hist\u00f3ria verdadeira da cidade. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">P\u00e9 na estrada<\/h2>\n\n\n\n<p>O passeio, que acontece todas as sextas \u00e0 noite, \u00e0s 19h30, come\u00e7a ali no Belvedere. Antes de falar do edif\u00edcio, o guia explica porque moradores da cidade eram enforcados e pendurados nas centen\u00e1rias \u00e1rvores da pra\u00e7a ao redor do edif\u00edcio. At\u00e9 que passa a contar da noiva macabra do Belvedere.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 hora de caminhar ladeira abaixo. O grupo para nas ru\u00ednas do S\u00e3o Francisco, onde Mauro conta a hist\u00f3ria verdadeira delas e complementa com a lenda do pirata ingl\u00eas Zulmiro, que viveu em Curitiba em d\u00e9cadas passadas e teria escondido um valioso tesouro por aqui, que nunca foi encontrado. At\u00e9 alguns anos atr\u00e1s , a hist\u00f3ria do pirata era considerada uma lenda. Mas com o achado de documentos de Zulmiro, ela est\u00e1 se configurando como uma hist\u00f3ria real.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda at\u00f4nitos por saber que Curitiba j\u00e1 teve um pirata, os turistas v\u00e3o descendo at\u00e9 o Pal\u00e1cio Garibaldi, onde descobrem que o pr\u00e9dio foi constru\u00eddo para acolher os imigrantes italianos e que debaixo dele h\u00e1 t\u00faneis, que supostamente ligam ao Clube Conc\u00f3rdia, algumas quadras para baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim vai andando o grupo, pelo Largo da Ordem, descobrindo hist\u00f3rias e as lendas do cavalo bab\u00e3o (acredite, voc\u00ea ficar\u00e1 rico se o ver numa noite de lua cheia), a ver\u00eddica hist\u00f3ria da Guerra do Pente (sim, tivemos uma guerra por causa de um pente em Curitiba) e do rel\u00f3gio do sol. Ali\u00e1s, falando em rel\u00f3gio, voc\u00ea j\u00e1 reparou que o rel\u00f3gio da Catedral (assim como o do shopping Esta\u00e7\u00e3o e o da Boca Maldita) tem uma coisa \u201cerrada\u201d em comum?<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente passa todos os dias pelo Centro, pelas ruas. Na correria, n\u00e3o tem tempo para ter aten\u00e7\u00e3o. E nesse passeio d\u00e1 para ver detalhes. O das argolas, que era feito para os funcion\u00e1rios antigos limparem os pr\u00e9dios. A porta com detalhes de pinh\u00f5es. Eu sou de Santa Catarina, mas gosto muito de Curitiba. Caminhar com mais calma observando melhor os pontos tur\u00edsticos da cidade \u00e9 espetacular\u201d, disse o mercad\u00f3logo Matheus Borba, 24 anos, que quer trazer a m\u00e3e, professora de hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Um passeio te leva a viver cada uma dessas lendas exatamente nos lugares onde elas supostamente aconteceram. Foto: Lineu Filho\/Tribuna do Paran\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>Outra curiosidade que o tour \u201crevela\u201d, na Pra\u00e7a Tiradentes, \u00e9 sobre a origem do nome Curitiba. A maioria de n\u00f3s tem a resposta na ponta da l\u00edngua: Core = muito \/ tyba = pinh\u00e3o. Mas sabia que a est\u00e1tua do \u00edndio Tindiquera, que fica em frente \u00e0 catedral, revela outro significado? E que \u201cCuritiba\u201d n\u00e3o seria exatamente \u201cterra de muitos pinh\u00f5es\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p>E assim os turistas v\u00e3o se deliciando com as lendas, da negra com a lata na cabe\u00e7a, da lapeana que amava passear pelo Pa\u00e7o da Liberdade (e de vez em quando d\u00e1 tchau l\u00e1 das janelas), do mendigo fantasma da Pra\u00e7a Santos Andrade, da ruiva da reitoria da UFPR, entre muitas outras. O grupo cruza a Rua XV e a Pra\u00e7a Zacarias, at\u00e9 terminar na Pra\u00e7a Os\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>TribunaPr<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagina passar de noite ao lado do Belvedere, edif\u00edcio hist\u00f3rico no bairro S\u00e3o Francisco, e descobrir que no local sempre aparece na janela a Esther, a \u201cnoiva macabra\u201d. Ou ent\u00e3o, passar pelo edif\u00edcio Tijucas, na Boca Maldita, e ver uma jovem de vestido vermelho andando pelo pr\u00e9dio e descobrir que ela morreu h\u00e1 d\u00e9cadas. Todas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14741,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[],"class_list":{"0":"post-14740","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-cidades"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/uauuu.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14740"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14740"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14740\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14742,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14740\/revisions\/14742"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}