{"id":14620,"date":"2019-07-04T12:43:00","date_gmt":"2019-07-04T15:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=14620"},"modified":"2019-07-04T12:43:03","modified_gmt":"2019-07-04T15:43:03","slug":"producao-de-veiculos-sobe-28-no-1o-semestre-diz-associacao-de-montadoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/07\/04\/producao-de-veiculos-sobe-28-no-1o-semestre-diz-associacao-de-montadoras\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos sobe 2,8% no 1\u00ba semestre, diz associa\u00e7\u00e3o de montadoras"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Foram 1,47 milh\u00e3o de ve\u00edculos produzidos.<\/h4>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de carros e comerciais leves cresceu 2,8% no primeiro semestre do ano, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2018, informou a Anfavea (associa\u00e7\u00e3o das montadoras) nesta quinta-feira (4).<\/p>\n\n\n\n<p> Foram 1,47 milh\u00e3o de ve\u00edculos produzidos. Em junho, por\u00e9m, houve queda de 9,8%, ante o mesmo m\u00eas do ano passado.<br>O licenciamento avan\u00e7ou 12,1% nos seis primeiros meses do ano, em rela\u00e7\u00e3o a 2018, para 1,3 milh\u00e3o de unidades vendidas. J\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es ca\u00edram 41,5% no semestre, penalizadas pela crise na Argentina. <\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00f5es de montadoras e concession\u00e1rias promoveram nesta semana uma revis\u00e3o geral para baixo de suas expectativas para o desempenho do setor automotivo em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro, a Fenabrave (associa\u00e7\u00e3o dos concession\u00e1rios) previa um aumento de 11,2% no licenciamento de carros, comerciais leves, caminh\u00f5es e \u00f4nibus, n\u00famero que foi mantido praticamente igual em abril. Agora, por\u00e9m, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de um avan\u00e7o de 8,4%, somando 2,8 milh\u00f5es de ve\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p>As vendas de ve\u00edculos at\u00e9 subiram 12% nos seis primeiros meses do ano, ante 2018, segundo a Fenabrave. \u00c9 preciso ponderar, no entanto, que o primeiro trimestre do ano passado foi afetado pela greve dos caminhoneiros e pela Copa do Mundo, o que reduziu a base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o crescimento na comercializa\u00e7\u00e3o foi impulsionado basicamente pelas vendas diretas, sobretudo das montadoras para frotistas e locadoras, sem passar, no geral, pelas concession\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Alarico Assump\u00e7\u00e3o Jr., presidente da Fenabrave, o varejo cresceu 2,2% no acumulado do semestre, enquanto as vendas diretas avan\u00e7aram 23,6%. A modalidade chegou a representar o recorde de 46% dos emplacamentos do per\u00edodo, ante 40,4% no primeiro semestre de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a venda de ve\u00edculos importados caiu 9,6% no primeiro semestre deste ano, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2018, para 16,2 mil unidades, de acordo com a Abeifa, que re\u00fane 16 marcas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a associa\u00e7\u00e3o revisou sua previs\u00e3o do in\u00edcio do ano de vendas de importados de 50 mil ve\u00edculos para 40 mil.<br>\u201cTer\u00edamos que vender 4.800 carros por m\u00eas para manter a previs\u00e3o, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel\u201d, disse o presidente da entidade, Jos\u00e9 Luiz Gandini.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele atribui a queda nas vendas de importados \u00e0 \u201ceconomia parada\u201d, como define a situa\u00e7\u00e3o brasileira, e \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es do d\u00f3lar. \u201cSe o filho do [presidente Jair] Bolsonaro entra no Twitter e fala algo diferente, o d\u00f3lar sobe. A gente est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 muito vol\u00e1til, qualquer coisa, muda totalmente\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje o c\u00e2mbio est\u00e1 em R$ 3,83, mas estamos recebendo ainda os carros pagos na base de R$ 4,10. N\u00e3o d\u00e1 para repassar isso, o carro fica fora de mercado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O setor aguarda mais detalhes para entender os impactos do acordo entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia, anunciado na semana passada. O previsto \u00e9 que a tarifa de 35% cobrada sobre a importa\u00e7\u00e3o dos carros europeus cair\u00e1 para 17,5% em at\u00e9 dez anos, com uma cota de 50 mil carros para o Mercosul nos primeiros sete anos, sendo 32 mil para o Brasil. Em 15 anos, a taxa cair\u00e1 a zero.<\/p>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio, a not\u00edcia \u00e9 boa para os importadores de ve\u00edculos. Ainda assim, o setor evita comemorar.<\/p>\n\n\n\n<p>Gandini disse que as reformas da Previd\u00eancia e tribut\u00e1ria s\u00e3o mais importante do que o acordo. \u201cIsso sim mexe com o mercado j\u00e1\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, ainda existem muitas d\u00favidas sobre como ser\u00e1 o acordo entre os blocos. \u201cN\u00e3o existe nada de concreto ainda. Existe a certeza de que vai sair alguma coisa, mas ainda precisa ser regulamentado. \u00c9 prematuro, est\u00e1 muito cedo e muito cru ainda\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Gandini considera que o volume de 32 mil carros \u00e9 \u201cmuito pequeno\u201d. Al\u00e9m disso, diz que h\u00e1 incertezas sobre como ser\u00e1 a divis\u00e3o das cotas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuem ser\u00e1 beneficiado? N\u00e3o s\u00e3o todas as marcas. Nem todas as associadas t\u00eam f\u00e1brica na Europa. E tem produtos na Europa que n\u00e3o est\u00e3o no Brasil, n\u00e3o sabemos como vai ser a aceita\u00e7\u00e3o aqui\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>BandaB<\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram 1,47 milh\u00e3o de ve\u00edculos produzidos. A produ\u00e7\u00e3o de carros e comerciais leves cresceu 2,8% no primeiro semestre do ano, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2018, informou a Anfavea (associa\u00e7\u00e3o das montadoras) nesta quinta-feira (4). Foram 1,47 milh\u00e3o de ve\u00edculos produzidos. 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