{"id":13894,"date":"2019-06-25T11:53:08","date_gmt":"2019-06-25T14:53:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=13894"},"modified":"2019-06-25T11:53:10","modified_gmt":"2019-06-25T14:53:10","slug":"como-identificar-os-alimentos-que-parecem-saudaveis-mas-nao-sao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/06\/25\/como-identificar-os-alimentos-que-parecem-saudaveis-mas-nao-sao\/","title":{"rendered":"Como identificar os alimentos que parecem saud\u00e1veis, mas n\u00e3o s\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Nem tudo \u00e9 o que parece ser. Essa m\u00e1xima vale para muitas coisas, inclusive para a\u00a0alimenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que diversos produtos que parecem ser saud\u00e1veis nem sempre o s\u00e3o. Alguns exemplos cl\u00e1ssicos s\u00e3o barras de cereal, cereais matinais, sucos prontos, p\u00e3es de forma, mesmo os integrais, iogurtes (com exce\u00e7\u00e3o dos naturais), gelatina e peito de peru.<\/p>\n\n\n\n<p>Presentes em v\u00e1rios card\u00e1pios, esses e tantos outros itens com &#8220;cara de nutritivos&#8221;, na verdade, entram em uma categoria alimentar um tanto perigosa, a dos ultraprocesados, que, inclusive, nem existia at\u00e9 pouco tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela s\u00f3 passou a ser efetivamente considerada em 2014, com a publica\u00e7\u00e3o da segunda edi\u00e7\u00e3o do Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e a ado\u00e7\u00e3o do sistema de classifica\u00e7\u00e3o alimentar NOVA, elaborado pelo N\u00facleo de Pesquisas Epidemiol\u00f3gicas em Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade (Nupens), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n\n\n\n<p>Este sistema agrupa os alimentos em quatro categorias, definidas de acordo com a extens\u00e3o e o prop\u00f3sito do processamento industrial utilizado na sua produ\u00e7\u00e3o. S\u00e3o elas: in natura ou minimamente processados, ingredientes culin\u00e1rios, processados e ultraprocessados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/B7C7\/production\/_107474074_gettyimages-964958858.jpg\" alt=\"barras de cereal\"\/><figcaption>Image captionBarras de cereais nem sempre s\u00e3o t\u00e3o nutritivas e saud\u00e1veis quanto aparentam ser<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Antes disso, explica Maria Laura Louzada, pesquisadora do Nupens e professora do Departamento de Pol\u00edticas P\u00fablicas e Sa\u00fade Coletiva da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), os alimentos eram divididos segundo seu perfil de nutrientes (prote\u00ednas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais).<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista conta que foi em 2009 que surgiu a proposta do agrupamento conforme o processamento industrial. &#8220;Isso se deu ap\u00f3s analisarmos os dados da Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), desde a d\u00e9cada de 1970, para avaliar o consumo domiciliar da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O que a entidade observou foi que a cada ano, as fam\u00edlias brasileiras estavam comprando menos a\u00e7\u00facar refinado, sal e \u00f3leo, mas, que, apesar disso, a composi\u00e7\u00e3o nutricional do que era colocado no prato apontava aumento na quantidade destes elementos, considerados, at\u00e9 ent\u00e3o, os grandes vil\u00f5es da sa\u00fade e os respons\u00e1veis pelo aumento da obesidade e das doen\u00e7as cr\u00f4nico-degenerativas, como infarto agudo do mioc\u00e1rdio e hipertens\u00e3o arterial.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foi a partir disso que percebemos que o problema n\u00e3o era exatamente o a\u00e7\u00facar, o sal e a gordura, mas sim o que estava sendo ingerido&#8221;, pontua Maria Laura. &#8220;Constatamos que as pessoas estavam parando de preparar alimentos in natura e minimante processados e comprando mais os prontos para consumo&#8221;, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/10515\/production\/_107473866_gettyimages-901096954.jpg\" alt=\"p\u00e3o de forma com presunto e queijo\"\/><figcaption>Image captionP\u00e3o de forma e peito de peru fazem parte da categoria de alimentos ultraprocesados<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A grande quest\u00e3o, ela pontua, \u00e9 que esses produtos, em especial os ultraprocessados, cont\u00eam mais calorias e mais sal, a\u00e7\u00facar e gordura, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de aditivos alimentares (reguladores de acidez, estabilizantes, espessantes, antioxidantes, real\u00e7adores de sabor, aromatizantes, corantes, conservantes, emulsificantes e fermentos qu\u00edmicos s\u00e3o alguns deles), que favorecem o consumo exagerado e provocam efeitos negativos no corpo e na sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Paula Johns, diretora executiva da organiza\u00e7\u00e3o ACT Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, comenta que, no caso exclusivo dos ultraprocessados, o conjunto de evid\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o aos seus malef\u00edcios j\u00e1 \u00e9 bem robusto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esses alimentos, que, ali\u00e1s, nem deveriam ser chamados de alimentos, mas sim de produtos comest\u00edveis ultraprocessados, n\u00e3o cont\u00e9m nenhum nutriente, n\u00e3o saciam e ainda nos fazem querer comer cada vez mais&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Classifica\u00e7\u00e3o dos alimentos<\/h2>\n\n\n\n<p>Os alimentos considerados in natura s\u00e3o aqueles obtidos diretamente de plantas (frutas, legumes, verduras, ra\u00edzes e tub\u00e9rculos) ou animais (ovos) e adquiridos para o consumo sem que tenham sofrido altera\u00e7\u00f5es ap\u00f3s deixarem a natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os minimamente processados s\u00e3o os in natura submetidos a pequenos processos, como limpeza, remo\u00e7\u00e3o de partes n\u00e3o comest\u00edveis ou indesej\u00e1veis, refrigera\u00e7\u00e3o, secagem, embalagem, pasteuriza\u00e7\u00e3o, congelamento, moagem e fermenta\u00e7\u00e3o, mas sem que sejam adicionados sal, a\u00e7\u00facar, \u00f3leos, gorduras ou outras subst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/180F3\/production\/_107474589_gettyimages-1041147560.jpg\" alt=\"mulher encara supermercado\"\/><figcaption>Image captionA alimento in natura ou minimamente processado que recebe adi\u00e7\u00e3o de sal, a\u00e7\u00facar ou outra subst\u00e2ncia de uso culin\u00e1rio passa a ser considerado processado<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Entram na lista gr\u00e3os e cereais (arroz, feij\u00e3o, milho, gr\u00e3o de bico, lentilha, trigo e aveia s\u00e3o alguns), oleoginosas (castanhas e nozes, por exemplo), leite, massas, farinhas, carne, ervas, ch\u00e1 e caf\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, esses alimentos &#8220;s\u00e3o a base para uma alimenta\u00e7\u00e3o nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustent\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ingredientes culin\u00e1rios<\/h2>\n\n\n\n<p>Nesta categoria est\u00e3o inclusos \u00f3leos vegetais, gorduras, sal e a\u00e7\u00facar, extra\u00eddos de alimentos in natura ou da natureza por processos como prensagem, moagem, tritura\u00e7\u00e3o, pulveriza\u00e7\u00e3o e refino, e respons\u00e1veis por diversificar e tornar a alimenta\u00e7\u00e3o mais saborosa, sem que fique nutricionalmente desbalanceada.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns exemplos de \u00f3leos vegetais s\u00e3o os de soja, milho, girassol e oliva; de gordura, manteiga, banha de porco e gordura de coco; a\u00e7\u00facar, branco, demerara ou mascavo, e sal (refinado ou grosso).<\/p>\n\n\n\n<p>Vale destacar que estes itens devem ser usados em pequenas quantidades para temperar e cozinhar alimentos e criar prepara\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias com base nos alimentos in natura ou minimamente processados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/28CF\/production\/_107474401_d8921b20-2180-490b-ad6c-323a9acf8e8e.png\" alt=\"Arte do Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alimentos processados<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando um alimento in natura ou minimamente processado recebe adi\u00e7\u00e3o de sal, a\u00e7\u00facar ou outra subst\u00e2ncia de uso culin\u00e1rio, para torn\u00e1-lo dur\u00e1vel e mais agrad\u00e1vel ao paladar, ele passa a ser considerado processado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e o Nupens, este tipo de produto \u00e9 derivado diretamente de alimentos, sendo reconhecido como vers\u00e3o modificada, e usualmente \u00e9 consumido como parte ou acompanhamento de prepara\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias feitas com base em alimentos minimamente processados &#8211; caso do queijo acrescentando ao macarr\u00e3o e das carnes salgadas ao feij\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/01BF\/production\/_107474400_gettyimages-588372896.jpg\" alt=\"queijo jogado no macarr\u00e3o\"\/><figcaption>Image captionProdutos que melhoram o paladar de alimentos podem faz\u00ea-los mudar de categoria<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Alguns exemplos s\u00e3o cenoura, pepino, ervilhas, palmito, cebola, couve-flor preservados em salmoura ou em solu\u00e7\u00e3o de sal e vinagre; extrato ou concentrado de tomate (com sal e ou a\u00e7\u00facar); frutas em calda e frutas cristalizadas; carne seca e toucinho; sardinha e atum enlatados; queijos e p\u00e3es feitos de farinha de trigo, leveduras, \u00e1gua e sal.<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades comentam que as t\u00e9cnicas de processamento se assemelham \u00e0s culin\u00e1rias, podendo incluir cozimento, secagem, fermenta\u00e7\u00e3o, acondicionamento em latas ou vidros e uso de m\u00e9todos de preserva\u00e7\u00e3o, como salga, salmoura, cura e defuma\u00e7\u00e3o. E elas recomendam que se limite a ingest\u00e3o destes alimentos, pois os ingredientes e os m\u00e9todos usados na fabrica\u00e7\u00e3o alteram de modo desfavor\u00e1vel a composi\u00e7\u00e3o nutricional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alimentos ultraprocessados<\/h2>\n\n\n\n<p>O termo ultraprocessado \u00e9 usado para caracterizar formula\u00e7\u00f5es produzidas com muitos elementos, incluindo sal, a\u00e7\u00facar, \u00f3leos, gorduras e subst\u00e2ncias de uso exclusivamente industrial, como prote\u00ednas de soja e do leite e extratos de carnes, e que passam por v\u00e1rias etapas de processamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas formula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m costumam utilizar subst\u00e2ncias sintetizadas em laborat\u00f3rio a partir de alimentos e de outras fontes org\u00e2nicas, como petr\u00f3leo e carv\u00e3o &#8211; muitas delas atuam como aditivos, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 estender a dura\u00e7\u00e3o ou dotar o produto de cor, sabor, aroma e textura para torn\u00e1-lo mais atraente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1132F\/production\/_107474407_gettyimages-1055590912.jpg\" alt=\"mulher come hambuger\"\/><figcaption>Image captionO Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira recomenda evitar alimentos como o hamb\u00farger, por conta da composi\u00e7\u00e3o nutricional desbalanceada<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma dica para saber se o alimento faz parte deste grupo \u00e9 consultar a lista de ingredientes no r\u00f3tulo. Os principais indicativos s\u00e3o: n\u00famero elevado de ingredientes (cinco ou mais), com nomes pouco familiares e que n\u00e3o s\u00e3o usados nas prepara\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias, como gordura vegetal hidrogenada, \u00f3leos interesterificados e xarope de frutose.<\/p>\n\n\n\n<p>Entram nessa categoria uma s\u00e9rie de itens: biscoitos, sorvetes, balas e guloseimas em geral, cereais a\u00e7ucarados, bolos e misturas para bolo, barras de cereal, sopas, macarr\u00e3o e temperos instant\u00e2neos, molhos, salgadinhos de pacote, refrescos e refrigerantes, bebidas l\u00e1cteas e iogurte ado\u00e7ados e aromatizados, energ\u00e9ticos, produtos congelados e prontos para aquecimento, extratos de carne de frango ou peixe empanados do tipo nuggets, salsichas e outros embutidos, p\u00e3es de forma e p\u00e3es para hamb\u00farguer e cachorro quente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/76EF\/production\/_107474403_e592bdbb-4a58-43da-89fc-0a92c0f0d68e.png\" alt=\"Arte do Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira indica que se evite esses alimentos por conta da composi\u00e7\u00e3o nutricional desbalanceada, caracter\u00edsticas que os ligam a ingest\u00e3o excessiva de calorias e o impacto que as formas de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e consumo t\u00eam sobre a cultura, a vida social e o meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento ainda destaca que &#8220;o problema principal com alimentos ultraprocessados reformulados \u00e9 o risco de serem vistos como produtos saud\u00e1veis, cujo consumo n\u00e3o precisaria mais ser limitado&#8221;. Isso porque a publicidade explora suas alegadas vantagens diante dos alimentos regulares, como &#8220;menos calorias&#8221; e &#8220;adi\u00e7\u00e3o de vitaminas e minerais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Riscos dos alimentos ultraprocessados<\/h2>\n\n\n\n<p>Com o aumento no consumo dos alimentos ultraprocessados em todo mundo &#8211; s\u00f3 no Brasil, entre 1996 e 2009, segundo o Nupens, a participa\u00e7\u00e3o na dieta da popula\u00e7\u00e3o subiu de 18,7% para 30% -, v\u00e1rios estudos t\u00eam sido realizados para identificar seus reais riscos para a sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os mais recentes est\u00e1 um publicado em maio deste ano pela Universidade de Navarra, da Espanha. Realizado com 19.899 volunt\u00e1rios, acompanhados durante 15 anos (de 1999 a 2014), ele constatou que consumir mais de quatro por\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de alimentos ultraprocessados est\u00e1 associado a uma chance 62% maior de todas as causas de mortalidade, e que a cada por\u00e7\u00e3o adicional, esse \u00edndice sobe mais 18%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C50F\/production\/_107474405_gettyimages-916132354.jpg\" alt=\"crian\u00e7as comendo\"\/><figcaption>Image captionV\u00e1rios estudos avaliam o risco do consumo de certos alimentos para a sa\u00fade<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outra pesquisa divulgada no mesmo m\u00eas, esta pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, mostrou a rela\u00e7\u00e3o entre o consumo deste tipo de alimento e a maior ingest\u00e3o cal\u00f3rica e ao ganho de peso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, cientistas da entidade avaliaram 20 pessoas durante quatro semanas. No per\u00edodo, elas foram submetidas a dois tipos de dietas, ultraprocessada e n\u00e3o processada, ambas com quantidades iguais de nutrientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final da experi\u00eancia, a conclus\u00e3o foi de que o grupo da dieta ultraprocessada consumiu 508 calorias a mais por dia em compara\u00e7\u00e3o com o da dieta n\u00e3o processada e ganhou quase 1 quilo em 15 dias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/4FDF\/production\/_107474402_9e398dfc-9500-427b-9cdd-d1c21c35e819.png\" alt=\"Arte do Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por fim, um trabalho da Universidade de Paris, na Fran\u00e7a, refor\u00e7ou a liga\u00e7\u00e3o entre a ingest\u00e3o de ultraprocessados com o risco elevado de desenvolver doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s acompanhar 105.159 indiv\u00edduos durante cinco anos, os pesquisadores verificaram que uma participa\u00e7\u00e3o de apenas 10% desses alimentos na dieta aumenta em 12% a chance de infarto e em 11% a de acidente vascular cerebral (AVC).<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem tudo \u00e9 o que parece ser. 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