{"id":13762,"date":"2019-06-21T16:18:18","date_gmt":"2019-06-21T19:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=13762"},"modified":"2019-06-21T16:18:20","modified_gmt":"2019-06-21T19:18:20","slug":"jovens-sao-os-mais-afetados-pela-piora-do-mercado-de-trabalho-e-comprometem-futuro-da-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/06\/21\/jovens-sao-os-mais-afetados-pela-piora-do-mercado-de-trabalho-e-comprometem-futuro-da-previdencia\/","title":{"rendered":"Jovens s\u00e3o os mais afetados pela piora do mercado de trabalho e comprometem futuro da Previd\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Desemprego entre jovens chega a 40% em alguns estados; sem contribuir para a Previd\u00eancia, grupo desestabiliza ainda mais as contas do INSS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Os jovens brasileiros est\u00e3o sendo os mais afetados pela deteriora\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. No primeiro trimestre deste ano, 41,8% da popula\u00e7\u00e3o de 18 a 24 anos fazia parte do grupo dos subutilizados \u2014 ou seja, estavam desempregados, desistiram de procurar emprego ou tinham disponibilidade para trabalhar por mais horas na semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Em n\u00fameros absolutos, s\u00e3o 7,337 milh\u00f5es de jovens brasileiros subutilizados, o maior n\u00famero j\u00e1 registrado desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) come\u00e7ou a ser apurada em 2012 \u2014 destes, 4,26 milh\u00f5es estavam desempregados, em busca de uma coloca\u00e7\u00e3o, levando a uma taxa de desemprego entre esse grupo de 27,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, a subutiliza\u00e7\u00e3o de brasileiros de 18 a 24 anos \u00e9 sempre maior no mercado trabalho, mas em momentos de crise essa tend\u00eancia se agrava porque os jovens t\u00eam menos experi\u00eancias e baixa qualifica\u00e7\u00e3o. Portanto, s\u00e3o os mais vulner\u00e1veis aos momentos de crise.<\/p>\n\n\n\n<p>E, com menos jovens entrando no mercado, cair\u00e1 a contribui\u00e7\u00e3o para o sistema previdenci\u00e1rio, levando preju\u00edzo ao\u00a0sistema j\u00e1 deficit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O quadro mais dif\u00edcil para os jovens fica evidente quando se compara o crescimento da popula\u00e7\u00e3o de subocupados de 18 a 24 anos em rela\u00e7\u00e3o ao total dos brasileiros. Entre 2012 e o primeiro trimestre deste ano, a fatia de subocupados na economia brasileira passou de 20,9% para 25%, enquanto entre os jovens de 18 a 24 anos o aumento foi de 30,1% para 41,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mercado de trabalho continua restritivo, mas, sobretudo, para os mais jovens\u201d, afirma o economista da Tend\u00eancias e respons\u00e1vel pelo levantamento, Thiago Xavier.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&#8216;Disputa com os mais experientes&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;Olhando para quem entra hoje, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 complicada porque se depara com uma economia que n\u00e3o cresce, um mercado de trabalho com muita gente desempregada e pessoas sem experi\u00eancia que concorrem com pessoas com qualifica\u00e7\u00e3o que est\u00e3o desempregadas e que topariam trabalhar por um sal\u00e1rio menor&#8221;, explica Juliana Inhasz, coordenadora da gradua\u00e7\u00e3o em Economia do Insper.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Antes se falava em substituir pessoas mais velhas por mais novas que topariam trabalhar menos, hoje o cen\u00e1rio mudou porque essas pessoas mais velhas topam ganhar menos&#8221;, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a especialista, houve uma redu\u00e7\u00e3o na rotatividade do mercado, no que se refere \u00e0 sa\u00edda dos mais velhos e \u00e0 entrada dos jovens. &#8220;Agora essa pessoa de 50 anos vai trabalhar at\u00e9 os 75 anos. Tudo isso dificulta a entrada do jovem no mercado de trabalho&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Juliana Inhasz alerta ainda que, uma vez aprovada a reforma da Previd\u00eancia, as pessoas ter\u00e3o que trabalhar por mais tempo para se aposentar \u2014 e isso cria uma concorr\u00eancia maior dentro do mercado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estados<\/h2>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave para os jovens do Amap\u00e1 e do Acre. Nesses estados, o desemprego passa de 40% para os que t\u00eam entre 18 e 24 anos. Mas mesmo em Santa Catarina, estado com o menor desemprego nessa faixa et\u00e1ria, a taxa ainda \u00e9 alta, chegando a 14,5%, superando o desemprego geral no total do pa\u00eds (12,7%).Desemprego entre jovens (18 a 24 anos) por estado\u00cdndice passa de 40% no Amap\u00e1 e Acre.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Informalidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Se e quando a economia voltar a crescer, o mercado de trabalho deve ganhar dinamismo e o jovem volta a se empregar. Mas esse cen\u00e1rio pode demorar para acontecer. Enquanto isso, parte dos jovens caminha para atividades informais ou aut\u00f4nomas, aponta Juliana.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tem muita gente trabalhando na informalidade ou por conta pr\u00f3pria. O jovem n\u00e3o tem capital para empreender, por isso vai para a informalidade, trabalhando sem carteira assinada. E tem tamb\u00e9m os jovens que trabalham em atividades ilegais, vendendo produtos sem nota ou sem estar autorizado pelos \u00f3rg\u00e3os competentes&#8221;, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 um sintoma claro que os jovens querem se colocar no mercado, ent\u00e3o arrumam alternativas, seja na informalidade ou ilegalidade para ter a sua renda.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para\u00a0Nat\u00e1lia Sotero Fernandes, a informalidade \u00e9 uma realidade h\u00e1 dois anos. Demitida do primeiro e \u00fanico emprego formal, a estudante de pedagogia d\u00e1 aulas particulares no quintal de casa, em Santa Luzia, regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMandei curr\u00edculo at\u00e9 perder as contas. Cheguei a fazer entrevistas, mas n\u00e3o deu em nada. Acabei desistindo\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Efeitos para o futuro<\/h2>\n\n\n\n<p>O efeito perverso do desemprego para os jovens brasileiros n\u00e3o vai se dar apenas no curto prazo. Para o futuro, o quadro \u00e9 bastante preocupante, segundo os economistas, porque os jovens desempregados de hoje n\u00e3o v\u00e3o ter qualifica\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia suficientes para entrar no mercado de trabalho se a economia voltar a crescer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil n\u00e3o est\u00e1 dando oportunidade para uma m\u00e3o de obra da qual ela vai depender no futuro\u201d, afirma o economista Cosmo Donato, da consultoria LCA.<\/p>\n\n\n\n<p>Jovens menos qualificados comprometem a produtividade do Brasil, diminuindo ainda mais o potencial de crescimento da economia, e tamb\u00e9m produzem uma press\u00e3o adicional para as contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o desemprego afete os jovens de todos os n\u00edveis de forma\u00e7\u00e3o, quem tem n\u00edvel educacional menor sofre mais dentro desse cen\u00e1rio. O IBGE n\u00e3o cruza as informa\u00e7\u00f5es de idade e instru\u00e7\u00e3o. Mas os dados incluindo todas as faixas et\u00e1rias mostram que a popula\u00e7\u00e3o com ensino superior completo tem as menores taxas de desemprego.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, quem sofre mais com o alto desemprego s\u00e3o os trabalhadores de menor n\u00edvel educacional.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Um jovem com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o mais qualificado pode entrar no mercado com um sal\u00e1rio mais baixo, pois o poder de barganha \u00e9 maior&#8221;, diz Juliana. &#8220;Quem n\u00e3o tem qualifica\u00e7\u00e3o sofre mais \u2014 quem saiu do ensino m\u00e9dio sem forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica ou sem uma qualifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica numa \u00e1rea sofre mais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para\u00a0Ana Karoliny Melo, essa j\u00e1 \u00e9 uma realidade cruel. Sem emprego e com a m\u00e3e tamb\u00e9m desempregada, a jovem acriana precisou desistir de cursar uma faculdade. Sem uma qualifica\u00e7\u00e3o maior, Ana Karoliny procura, at\u00e9 agora sem sucesso, uma vaga no com\u00e9rcio de Rio Branco.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na maioria dos lugares, para o setor de vendas, por exemplo, eles querem algu\u00e9m que j\u00e1 tenha experi\u00eancia e acaba que \u00e9 muito dif\u00edcil, porque nunca trabalhei formalmente. \u00c9 uma barreira mesmo&#8221;, lamenta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/uxPXdLIhU7A9dciaYBKpshAGi7k=\/0x0:555x479\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/Z\/S\/sOe1HuRFq08Xc4hgasmA\/personagem-8.jpg\" alt=\"Peregrina\u00e7\u00e3o Ana Karoliny \u00e0 procura de emprego na capital acreana come\u00e7a cedo \u2014 Foto: Alcinete Gadelha\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Peregrina\u00e7\u00e3o Ana Karoliny \u00e0 procura de emprego na capital acreana come\u00e7a cedo \u2014 Foto: Alcinete Gadelha\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>O maior contingente de desempregados com forma\u00e7\u00e3o gera efeitos em ambas as pontas: desemprego para quem tem pouca qualifica\u00e7\u00e3o, e subemprego para quem \u00e9 qualificado.<\/p>\n\n\n\n<p>Formada em gest\u00e3o p\u00fablica,\u00a0Nathalia Regis, de Bras\u00edlia,\u00a0acabou indo trabalhar num escrit\u00f3rio de franquias, ganhando muito menos do que esperava \u2014 at\u00e9 ficar desempregada. O marido dela, Victor, professor de ingl\u00eas, aceitou uma vaga numa cl\u00ednica veterin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/EM8keuwI-aDW9PAbpsWfk3XkFjU=\/0x0:960x1280\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/g\/g\/zfRBAfS9edAptP2dloPg\/whatsapp-image-2019-06-10-at-11.31.56.jpeg\" alt=\"Nathalia estuda no sof\u00e1 de casa para a prova que se prepara \u2014 Foto: Victor Regis\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nathalia estuda no sof\u00e1 de casa para a prova que se prepara \u2014 Foto: Victor Regis<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O mercado subiu muito a r\u00e9gua de exig\u00eancias porque tem muita gente dispon\u00edvel com qualifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o vai pegar um jovem de 18 anos sem forma\u00e7\u00e3o nem experi\u00eancia porque tem a pessoa de 30 anos que tem mais a oferecer em termos de experi\u00eancia e forma\u00e7\u00e3o&#8221;, diz a especialista do Insper.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quem mora na periferia com uma forma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 ideal vai ter que se sujeitar a trabalhos de qualidade muito ruim e sal\u00e1rios muito baixos&#8221;, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na zona norte do Recife,\u00a0William Pereira da Silva, de 18 anos,\u00a0trabalha na informalidade h\u00e1 3 anos, aplicando pel\u00edculas em janelas e vidros de carros.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com pouca idade, William descreve com precis\u00e3o os efeitos incertos da informalidade para o bolso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAprendi esse servi\u00e7o com um homem que eu considero pai e acho que \u00e9 um bom trabalho. Quando eu aplico nos quatro vidros e na traseira do carro, o servi\u00e7o fica por R$ 80. Quando \u00e9 completo, fa\u00e7o por R$ 100. S\u00f3 que n\u00e3o \u00e9 sempre que eu fa\u00e7o, a\u00ed n\u00e3o \u00e9 sempre que eu ganho\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Ss_2PZ6esJgikXs6us2Y5yimT68=\/0x0:1280x853\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/4\/F\/g5mfPNTNmuYbFYn0uv7Q\/william-carteira-de-trabalho.jpg\" alt=\"William Pereira da Silva, de 18 anos, trabalha informalmente desde os 15 \u2014 Foto: Marlon Costa\/Pernambuco Press\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>William Pereira da Silva, de 18 anos, trabalha informalmente desde os 15 \u2014 Foto: Marlon Costa\/Pernambuco Press<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Piora na Previd\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Com os trabalhadores mais novos fora do mercado de trabalho, haver\u00e1 menos contribui\u00e7\u00e3o para o sistema previdenci\u00e1rio e, portanto, um preju\u00edzo para as contas da previd\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuanto mais lentamente o mercado de trabalho se recuperar, mais dif\u00edcil vai ser a capacidade de a Previd\u00eancia se tornar sustent\u00e1vel\u201d, diz Donato.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento da consultoria iDados mostra que houve uma queda consider\u00e1vel na propor\u00e7\u00e3o de jovens que contribuem para a Previd\u00eancia Social nos \u00faltimos anos. Em 2012, 36,5% dessa popula\u00e7\u00e3o participava do sistema; no final de 2018, essa fatia havia ca\u00eddo para 28,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>O atual modelo de previd\u00eancia brasileiro \u00e9 contributivo \u2014 ou seja, os trabalhadores da ativa pagam os benef\u00edcios dos aposentados. Com menos jovens entrando no sistema e mais brasileiros se aposentando, o desequil\u00edbrio nas contas tende a aumentar, comprometendo cada vez mais a capacidade da Previd\u00eancia Social que, em 2018, teve um\u00a0rombo recorde de R$ 290,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do estudo sugerem que os jovens n\u00e3o est\u00e3o contribuindo por falta de oferta de vagas formais, n\u00e3o por estarem adiando a entrada no mercado de trabalho para aprimorar sua forma\u00e7\u00e3o \u2013 o que indica jovens desempregados e com baixa qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se esses n\u00fameros refletissem o adiamento da entrada no mercado de trabalho (por motivos de estudo, por exemplo), esperar\u00edamos que essa perda fosse compensada com maiores rendimentos no futuro. Contudo, o que os dados mostram \u00e9 que a taxa de frequ\u00eancia escolar n\u00e3o se alterou para o grupo dos desassistidos, e a queda observada tamb\u00e9m ocorre quando restringimos a an\u00e1lise somente aos jovens que trabalham (excluindo os estudantes e os nem-nem)&#8221;, aponta o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O cen\u00e1rio econ\u00f4mico demora para melhorar. Daqui a alguns anos o mercado voltar\u00e1 a ser atrativo, n\u00e3o como era nos anos 2000, mas esse jovem vai encontrar um mercado um pouco melhor. S\u00f3 que isso demora, n\u00e3o \u00e9 para agora&#8221;, acredita Juliana, do Insper.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se esse jovem aproveitar agora para se qualificar, aprender l\u00ednguas e lidar com a tecnologia ele estar\u00e1 mais preparado para a nova onda que vir\u00e1. Mas n\u00f3s vamos dar uma trope\u00e7ada num presente que n\u00e3o gostar\u00edamos que tiv\u00e9ssemos hoje&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>G1PR<br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desemprego entre jovens chega a 40% em alguns estados; sem contribuir para a Previd\u00eancia, grupo desestabiliza ainda mais as contas do INSS. Os jovens brasileiros est\u00e3o sendo os mais afetados pela deteriora\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. 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