{"id":1358,"date":"2019-03-20T09:36:40","date_gmt":"2019-03-20T12:36:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=1358"},"modified":"2019-03-20T09:36:43","modified_gmt":"2019-03-20T12:36:43","slug":"poluicao-de-plastico-afeta-animais-marinhos-e-quem-consome-frutos-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/20\/poluicao-de-plastico-afeta-animais-marinhos-e-quem-consome-frutos-do-mar\/","title":{"rendered":"Polui\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico afeta animais marinhos e quem consome frutos do mar"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisa aponta que, al\u00e9m do problema da ingest\u00e3o de pl\u00e1stico por animais marinhos, h\u00e1 uma complica\u00e7\u00e3o que pode se tornar ainda mais preocupante: os poluentes persistentes que est\u00e3o aderidos a esse material e s\u00e3o liberados para aqueles que os ingerem.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho de pesquisa foi realizado pelo professor do Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), C\u00e9sar de Castro Martins, em conjunto com pesquisadores de Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e publicado na revista cient\u00edfica Chemosphere em um artigo sobre poluentes org\u00e2nicos persistentes (POPs), aderidos em pellets coletados no litoral do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Martins explica que pellets s\u00e3o gr\u00e2nulos (pequenas bolinhas) de pl\u00e1stico utilizados como mat\u00e9ria-prima das resinas pl\u00e1sticas comercializadas. Esse material \u00e9 considerado um vetor para o transporte e para o ac\u00famulo de poluentes org\u00e2nicos persistentes dispersos em ambientes costeiros e marinhos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correiodolitoral.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/xPellets-Turra.jpg.pagespeed.ic.bVELme1xjj.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-20076\"\/><figcaption>Pellets coletados no litoral paranaense. Foto: Professor Alexander Turra -Laborat\u00f3rio de Manejo, Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o Marinha \u2013 IOUSP<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O estudo determinou a concentra\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos polic\u00edclicos arom\u00e1ticos (HPAs) e bifenilos policlorados (PCBs) associados aos gr\u00e2nulos pl\u00e1sticos coletados em um trecho de 39 quil\u00f4metros do litoral paranaense, regi\u00e3o que compreende principalmente praias oce\u00e2nicas expostas, para entender a din\u00e2mica espacial e o risco potencial representado por esses poluentes. A avalia\u00e7\u00e3o apontou que as concentra\u00e7\u00f5es totais de HPA excederam o n\u00edvel de efeito limiar estabelecido para sedimentos e definido pela Ag\u00eancia de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental dos Estados Unidos. \u00c9 uma an\u00e1lise que destaca o desafio de ligar diretamente a polui\u00e7\u00e3o micropl\u00e1stica com os potenciais efeitos toxicol\u00f3gicos de POPs em \u00e1guas costeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA absor\u00e7\u00e3o de compostos org\u00e2nicos por organismos aqu\u00e1ticos e marinhos que consomem res\u00edduos pl\u00e1sticos pode levar a uma s\u00e9rie de efeitos cr\u00f4nicos e letais, incluindo danos ao sistema nervoso central, desregula\u00e7\u00e3o end\u00f3crina, c\u00e2ncer e comprometimento reprodutivo\u201d, relata o pesquisador. H\u00e1, ainda, evid\u00eancias de que esses materiais podem ter efeitos sobre a sa\u00fade humana por meio do consumo de frutos do mar contaminados por estes poluentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, o monitoramento da concentra\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o molecular de poluentes associados a micropl\u00e1sticos pode fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre as origens prov\u00e1veis, a persist\u00eancia e os efeitos toxicol\u00f3gicos desses materiais no ambiente marinho, j\u00e1 que uma variedade de fatores pode influenciar a capacidade dos micropl\u00e1sticos em absorver contaminantes org\u00e2nicos do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correiodolitoral.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/xPellets-Turra-2.jpg.pagespeed.ic.o8Y45IS_3j.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-20077\"\/><figcaption>Foto: Professor Alexander Turra \u2013 Laborat\u00f3rio de Manejo, Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o Marinha \u2013 IOUSP<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A pesquisa indica que os gradientes de contamina\u00e7\u00e3o podem n\u00e3o ser lineares, mas governados por aportes espec\u00edficos de pellets e fontes locais de polui\u00e7\u00e3o, podendo haver disparidade marcada entre as entradas de detritos pl\u00e1sticos e seu potencial de causar danos ambientais. Desta forma, as part\u00edculas mais antigas transportadas de regi\u00f5es distantes, tendo sofrido maior desgaste e decomposi\u00e7\u00e3o, podem ser mais propensas a acumular contaminantes org\u00e2nicos, representando um risco maior do que aquelas originadas localmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, os programas de monitoramento desempenham papel fundamental \u00e0 medida que podem considerar tanto a fonte de pellets, como o seu tempo de exposi\u00e7\u00e3o no ambiente e a concentra\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o molecular dos POPs associados. Para os autores, \u00e9 essencial que mais pesquisas envolvendo modelagem hidrodin\u00e2mica sejam realizadas para estabelecer liga\u00e7\u00f5es mais conclusivas entre as fontes e prov\u00e1veis efeitos toxicol\u00f3gicos de detritos pl\u00e1sticos no meio ambiente, principalmente em regi\u00f5es de intensa atividade portu\u00e1ria, como o litoral paranaense.<\/p>\n\n\n\n<p>Correio do Litoral<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa aponta que, al\u00e9m do problema da ingest\u00e3o de pl\u00e1stico por animais marinhos, h\u00e1 uma complica\u00e7\u00e3o que pode se tornar ainda mais preocupante: os poluentes persistentes que est\u00e3o aderidos a esse material e s\u00e3o liberados para aqueles que os ingerem. 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