{"id":12928,"date":"2019-06-11T11:05:49","date_gmt":"2019-06-11T14:05:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=12928"},"modified":"2019-06-11T11:05:50","modified_gmt":"2019-06-11T14:05:50","slug":"maqueiro-muda-o-astral-da-ala-de-pediatria-de-hospital-com-pinturas-nas-paredes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/06\/11\/maqueiro-muda-o-astral-da-ala-de-pediatria-de-hospital-com-pinturas-nas-paredes\/","title":{"rendered":"Maqueiro muda o astral da ala de Pediatria de hospital com pinturas nas paredes"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Com o intuito de tornar o ambiente mais agrad\u00e1vel para os pacientes, um funcion\u00e1rio da unidade de sa\u00fade teve uma iniciativa nobre e colorida<\/h4>\n\n\n\n<p> Hospitais costumam ser lugares sem muitas cores nem alegria para a maioria das pessoas que os frequenta. Mas o clima na ala de Pediatria do Hospital Municipal Miguel Couto, na G\u00e1vea, ganhou um ar bem diferente desde maio. Com o intuito de tornar o ambiente mais agrad\u00e1vel para os pacientes, um funcion\u00e1rio da unidade de sa\u00fade teve uma iniciativa nobre e colorida: o maqueiro Renato Pereira da Silva, o Renatinho, como \u00e9 chamado carinhosamente pelos colegas do hospital, decidiu desenhar personagens infantis nas paredes de corredores e quartos.Renatinho, de 37 anos, trabalha como maqueiro no hospital h\u00e1 16.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que come\u00e7ou no Miguel Couto, tinha vontade de pintar o\u00a0setor de Pediatria, porque achava o ambiente triste e sem cor. Ele conta que em 2008, quando houve uma mudan\u00e7a de administra\u00e7\u00e3o do hospital, foram retirados todos os quadros dos corredores, o que deixou o lugar ainda mais sem refer\u00eancias alegres. Agora, o maqueiro pediu permiss\u00e3o \u00e0 enfermaria e ao diretor do hospital e botou m\u00e3os \u00e0 obra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 deixar um ambiente mais leve e alegre para as crian\u00e7as que est\u00e3o sendo tratadas\u201d, conta o artista. Animadas com a ideia, as enfermeiras arrecadaram o dinheiro para a compra das tintas. Renatinho fez apenas um pedido: que fosse\u00a0comprado o produto sem cheiro para n\u00e3o afetar o estado de sa\u00fade das crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p> O maqueiro-artista pensou em tudo. Como os quartos da Pediatria s\u00e3o divididos pela idade dos pacientes, ele fez desenhos que se adequam melhor a cada faixa et\u00e1ria. Para os meninos, desenhou super-her\u00f3is famosos entre as crian\u00e7as, como Thor e Capit\u00e3o Am\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Para as crian\u00e7as em idade de alfabetiza\u00e7\u00e3o, desenhou uma parede inteira com as letras do alfabeto. As princesas Frozen e Tiana s\u00e3o\u00a0duas das personagens que colorem as paredes do quarto das meninas. E ele j\u00e1 recebe at\u00e9 encomendas, como a de Isabella Barbosa, de 6\u00a0anos. \u201cAgora, eu quero que ele fa\u00e7a a Bela e a Cinderela\u201d, pediu a menina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma vida de supera\u00e7\u00e3o com a arte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Renatinho com a pintura come\u00e7ou cedo. Aos 12 anos, aprendeu t\u00e9cnicas de desenho apenas observando os irm\u00e3os mais velhos pintarem. \u201cPor ter d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o, em vez de estudar, fazia desenhos em sala de aula\u201d, lembra.A rela\u00e7\u00e3o com o pai, que tinha envolvimento com o tr\u00e1fico, n\u00e3o era das melhores. O desenho foi a \u00fanica forma que encontrou de \u201cpassar por cima das dificuldades\u201d, recorda Renatinho, que j\u00e1 chegou a dar aula para crian\u00e7as e a participar de um grupo de\u00a0grafiteiros no Complexo do Alem\u00e3o. \u201cRenato \u00e9 uma das pessoas mais maravilhosas que a gente pode ter como amigo. Era uma pessoa que\u00a0tinha tudo para dar errado, mas deu muito certo\u201d, diz a t\u00e9cnica de enfermagem Izonita Mota, de 52 anos, que \u00e9 madrinha do rapaz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trabalho at\u00e9 durante as folgas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Renatinho desenhou e coloriu todos os desenhos em seus dias de folga: \u201cEu chegava ao hospital \u00e0s 7h e terminava \u00e0s 22h. S\u00f3 parava para almo\u00e7ar\u201d. Para Simone dos Santos Ramos, 33 anos, que trabalha como servente no hospital, os desenhos do maqueiro animam as\u00a0crian\u00e7as: \u201cPor ser um lugar triste, os desenhos fazem com que elas se sintam melhor em estar aqui\u201d.Seus desenhos podem ser vistos na p\u00e1gina \u201cRPS Artes\u201d, no Facebook. <\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do talento, Renatinho n\u00e3o v\u00ea o desenho como uma profiss\u00e3o. \u201cN\u00e3o tenho o desenho como forma de ganhar dinheiro, o desenho, para mim, \u00e9 um tratamento psicol\u00f3gico\u201d, ressalta. No ano passado, ele concluiu o Ensino M\u00e9dio e atualmente est\u00e1 fazendo curso de t\u00e9cnico de enfermagem, custeado pelas enfermeiras do Hospital Miguel Couto e por uma senhora para quem trabalha como cuidador.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dia<br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o intuito de tornar o ambiente mais agrad\u00e1vel para os pacientes, um funcion\u00e1rio da unidade de sa\u00fade teve uma iniciativa nobre e colorida Hospitais costumam ser lugares sem muitas cores nem alegria para a maioria das pessoas que os frequenta. 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