{"id":12886,"date":"2019-06-10T16:51:04","date_gmt":"2019-06-10T19:51:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=12886"},"modified":"2019-06-10T16:51:05","modified_gmt":"2019-06-10T19:51:05","slug":"mais-da-metade-das-cidades-do-parana-nao-registrou-nenhum-homicidio-no-1o-trimestre-de-2019-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/06\/10\/mais-da-metade-das-cidades-do-parana-nao-registrou-nenhum-homicidio-no-1o-trimestre-de-2019-2\/","title":{"rendered":"Mais da metade das cidades do Paran\u00e1 n\u00e3o registrou nenhum homic\u00eddio no 1\u00ba trimestre de 2019"},"content":{"rendered":"\n<p> Dos 399 munic\u00edpios paranaenses, 271 (68%) n\u00e3o registraram nenhum homic\u00eddio doloso durante o primeiro trimestre deste ano. Outros 67 (17%) tiveram apenas um caso. J\u00e1 os 61 munic\u00edpios restantes somaram um total de 381 v\u00edtimas de crimes desta natureza. Ainda assim, \u00e9 algo a se \u201ccomemorar\u201d, visto que, no primeiro trimestre do ano passado, o Paran\u00e1 registrou 558 v\u00edtimas, ou seja, houve uma redu\u00e7\u00e3o de quase 32% na quantidade de mortos em homic\u00eddios no Estado. Os dados constam no Relat\u00f3rio Estat\u00edstico Criminal, divulgado pela Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria (Sesp), esta semana, no mesmo dia em que o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica divulgou o Atlas da Viol\u00eancia, com dados nacionais de mortes violentas. <\/p>\n\n\n\n<p>Em Curitiba, a redu\u00e7\u00e3o foi um pouco maior, chegou a 37%. A capital teve 78 v\u00edtimas de homic\u00eddios no primeiro trimestre do ano passado, contra 49 este ano. O bairro CIC, o mais populoso da capital, continua sendo o \u201ccampe\u00e3o de viol\u00eancia\u201d da cidade. Mesmo assim, conseguiu reduzir em 50% a quantidade de homic\u00eddios: foram 14 nos tr\u00eas primeiros meses do ano passado, contra 7 em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana, alguns chamam aten\u00e7\u00e3o pelo aumento da viol\u00eancia e outros pela redu\u00e7\u00e3o, no comparativo dos tr\u00eas primeiros meses do ano (2018-2019). A maior redu\u00e7\u00e3o, de 61%, foi em Almirante Tamandar\u00e9 (foram 13 v\u00edtimas de homic\u00eddios ano passado, contra 5 este ano). Em seguida vem S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, com redu\u00e7\u00e3o de 57% (21 crimes ano passado contra 9 este ano) e Colombo, que derrubou a estat\u00edstica em 50% (14 contra 7). J\u00e1 o munic\u00edpio que mais aumentou foi Fazenda Rio Grande. O incremento foi 50% (10 crimes ano passado, contra 15 este ano).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Latroc\u00ednios e&nbsp;les\u00f5es corporais<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando falamos em roubos seguidos de morte (latroc\u00ednios), o Paran\u00e1 conseguiu uma redu\u00e7\u00e3o de 40% na quantidade destes crimes, no comparativo dos primeiros trimestres de 2018 com 2019. No entanto, a redu\u00e7\u00e3o se deu mais no interior do estado, pois em Curitiba e regi\u00e3o metropolitana este n\u00famero ficou praticamente est\u00e1vel. J\u00e1 quanto \u00e0s les\u00f5es corporais seguidas de morte (quando a pessoa quer apenas machucar, no entanto, \u201cexagera\u201d na dose e acaba matando a v\u00edtima), os dados s\u00e3o um pouco mais preocupantes. No Paran\u00e1, foram apenas 5 v\u00edtimas destes crimes no primeiro trimestre do ano passado, contra 18 este ano, ou seja, um aumento de 260%. Em Curitiba foram 3 v\u00edtimas, nos bairros Boqueir\u00e3o, Pilarzinho e Tatuquara (ano passado foi uma s\u00f3, no bairro Lind\u00f3ia).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Outros crimes<\/h3>\n\n\n\n<p>Apenas uma parte dos relat\u00f3rios estat\u00edsticos foi publicado no site da Sesp, que s\u00e3o os que se referem aos homic\u00eddios dolosos, latroc\u00ednios e les\u00f5es corporais seguidas de morte. J\u00e1 os estudos com outros crimes ainda n\u00e3o foram postados. Mesmo assim, a Sesp diz que houve redu\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios \u00edndices: -19% nos roubos, -11,5% nos furtos, -14% nos furtos de ve\u00edculos e -31,5% nos roubos de ve\u00edculos. J\u00e1 as apreens\u00f5es de drogas subiram, com destaque para o ecstasy (47,64%), maconha (26%) e o crack (30%).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Equipe porreta!<\/h3>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica do Paran\u00e1, general Luiz Felipe Carbonell, creditou a melhoria dos n\u00fameros ao comprometimento, seriedade, criatividade e dedica\u00e7\u00e3o dos servidores das Pol\u00edcias Civil, Militar e Cient\u00edfica e do Departamento Penitenci\u00e1rio (Depen). Tamb\u00e9m explicou que houve uma intensifica\u00e7\u00e3o nas investiga\u00e7\u00f5es de crimes, no patrulhamento preventivo e ostensivo, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o de um planejamento estrat\u00e9gico com objetivo de reduzir ainda mais os \u00edndices de criminalidade por meio de programas, projetos e planos de estrutura\u00e7\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o e melhorias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Panorama Nacional da viol\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.tribunapr.com.br\/cacadores-de-noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/06\/crimes1.jpg\" alt=\"Foto: Gerson Klaina\/Tribuna do Paran\u00e1.\" class=\"wp-image-28485\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foto: Gerson Klaina\/Tribuna do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do Relat\u00f3rio Estat\u00edstico Criminal, divulgado pela Secretaria Estadual de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria do Paran\u00e1 (Sesp), o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica tamb\u00e9m divulgou o seu Atlas da Viol\u00eancia anual esta semana. No entanto, diferente da Sesp (que j\u00e1 trouxe dados de 2019), o Atlas cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es referentes a 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desta delimita\u00e7\u00e3o de tempo, o Atlas da Viol\u00eancia mostra que, de 2016 para 2017, o Brasil teve um aumento de 4,2% na quantidade de v\u00edtimas de homic\u00eddios (65.602 mortos). Existem duas formas de se analisar os dados. Um deles \u00e9 em n\u00fameros absolutos, ou seja, a quantidade total de crimes ou v\u00edtimas. O outro \u00e9 pegar os n\u00fameros absolutos e dividi-los em grupos de 100 mil habitantes, ou seja, determina-se a \u201ctaxa\u201d. E ao analisar a taxa de crimes que o Brasil teve em 2017 (31,6 mortes para cada 100 mil habitantes), percebe-se o maior n\u00edvel de letalidade desde 2007, quando os dados come\u00e7aram a ser compilados pelo F\u00f3rum.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Paran\u00e1<\/h3>\n\n\n\n<p>Na contram\u00e3o do Pa\u00eds, o Paran\u00e1 vem reduzindo a quantidade de homic\u00eddios desde 2010. Conforme a an\u00e1lise do Atlas, isso se deve a dois motivos: ao Estatuto do Desarmamento (pois estudos cient\u00edficos citados no Atlas comprovam que a redu\u00e7\u00e3o de armas entre a popula\u00e7\u00e3o gera tamb\u00e9m a diminui\u00e7\u00e3o de mortes por arma de fogo) e o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, visto que a maior quantidade de homic\u00eddio ocorre entre jovens de 15 a 29 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro deste p\u00fablico jovem, o Paran\u00e1 foi o 3.\u00ba estado brasileiro com maior redu\u00e7\u00e3o da mortalidade, s\u00f3 ficando atr\u00e1s de Distrito Federal (-21,3%) e Piau\u00ed (-13,9%). Ao todo, 11 estados brasileiros reduziram a mortandade de jovens e 16 aumentaram (o Brasil, como um todo, aumentou em 6,7% essa taxa, de 2016 para 2017 e 37,5% no per\u00edodo de 11 anos).<\/p>\n\n\n\n<p>TribunaPr<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos 399 munic\u00edpios paranaenses, 271 (68%) n\u00e3o registraram nenhum homic\u00eddio doloso durante o primeiro trimestre deste ano. Outros 67 (17%) tiveram apenas um caso. J\u00e1 os 61 munic\u00edpios restantes somaram um total de 381 v\u00edtimas de crimes desta natureza. 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