{"id":12334,"date":"2019-06-03T10:49:18","date_gmt":"2019-06-03T13:49:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=12334"},"modified":"2019-06-03T10:49:21","modified_gmt":"2019-06-03T13:49:21","slug":"uma-em-cada-quatro-criancas-esta-acima-do-peso-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/06\/03\/uma-em-cada-quatro-criancas-esta-acima-do-peso-no-estado\/","title":{"rendered":"Uma em cada quatro crian\u00e7as est\u00e1 acima do peso no Estado"},"content":{"rendered":"\n<p>At\u00e9 pouco tempo, as pol\u00edticas sociais voltadas \u00e0 inf\u00e2ncia no Brasil preocupavam-se com o combate \u00e0 fome e \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o. Hoje, por\u00e9m, a chave j\u00e1 come\u00e7a a mudar e o problema \u00e9 exatamente o oposto daquele que o pa\u00eds enfrentava h\u00e1 algumas d\u00e9cadas: o aumento do excesso de peso. Hoje, inclusive, celebra-se o Dia da Conscientiza\u00e7\u00e3o Contra a Obesidade M\u00f3rbida Infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es da plataforma digital Crian\u00e7as e Adolescentes em Dados Estat\u00edsticos (CAD\u00ca Paran\u00e1), atualmente 27,32% dos jovens paranaenses (0 a 17 anos) est\u00e3o acima do peso, o que significa que, em m\u00e9dia, um em cada quatro crian\u00e7as ou adolescentes est\u00e3o tendo de lidar com o sobrepeso no estado. Os dados do CAD\u00ca, obtidos apartir do Sistema de Vigil\u00e2ncia Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, revelam ainda que o problema se agrava na medida em que os jovens v\u00e3o envelhecendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as crian\u00e7as de 0 a 4 anos,por exemplo, 7,8% est\u00e3o com peso considerado elevado para a idade. J\u00e1 na faixa de 5 a 10 anos, 32,7% est\u00e3o acima do peso, sendo que 9,5% j\u00e1 est\u00e3o obesos e outros 5,8%, com obesidade grave. Por fim, entre os adolescentes (11 a 17 anos), 34,3% est\u00e3o acima do peso,com o porcentual de obesos em 10,8% e os casos de obesidade grave alcan\u00e7ando 2,7% dessa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a endocrinologista Rosana Bento Radominski, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-PR),a obesidade pode ser desencadeada por fatores ambientais, biol\u00f3gicos, heredit\u00e1rios e psicol\u00f3gicos. A especialista, contudo, destaca que os h\u00e1bitos s\u00e3o os principais causadores do problema. \u201cMenos de 5% dos casos s\u00e3o decorrentes de doen\u00e7as endocrinol\u00f3gicas e a hereditariedade s\u00f3 se manifestar\u00e1 se o ambiente permitir\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a especialista, os \u00edndices de sedentarismo e a alimenta\u00e7\u00e3o inadequada no ambiente familiar s\u00e3o os principais colaboradores para o crescimento exponencial no n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes obesos. \u201cAs crian\u00e7as est\u00e3o passando muito tempo em frente ao computador e celular e fazendo pouca atividade f\u00edsica\u201d, refor\u00e7a a m\u00e9dica. \u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 preciso uma mudan\u00e7a de h\u00e1bitos na alimenta\u00e7\u00e3o de toda a fam\u00edlia para que a crian\u00e7a seja motivada a se alimentar melhor\u201d. A m\u00e9dica ressalta ainda que h\u00e1 poucas op\u00e7\u00f5es de medicamentos para auxiliar no emagrecimento infantil. O tratamento \u00e9 baseado em atividade f\u00edsica e reeduca\u00e7\u00e3o alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aspectos psicol\u00f3gicos devem ser considerados pela fam\u00edlia<\/strong><br>A fam\u00edlia tamb\u00e9m deve considerar os aspectos psicol\u00f3gicos da obesidade infantil. Segundo os especialistas, conforme o avan\u00e7o na idade, maior a probabilidade de sofrer preconceito e bullying devido ao excesso de peso. Isso afeta a intera\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com os grupos, a socializa\u00e7\u00e3o e pode levar, at\u00e9 mesmo, a um quadro de depress\u00e3o. \u201c\u00c9 um c\u00edrculo vicioso: a crian\u00e7a sofre com a diferen\u00e7a, se isola e tende a praticar menos atividades f\u00edsicas e compensar a tristeza na alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, revela a endocrinologista.<br>Outro fator importante a ser observado \u00e9 se o quadro de obesidade n\u00e3o \u00e9 decorrente de fatores psicol\u00f3gicos. Muitas vezes, desequil\u00edbrios emocionais e at\u00e9 mesmo casos de abuso sexual desencadeiam a doen\u00e7a. Nesses casos, o acompanhamento de psic\u00f3logos e uma equipe multidisciplinar \u00e9 essencial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plataforma do Cad\u00ea traz panorama da juventude no Paran\u00e1<\/strong>&nbsp;<br>Na \u00faltima semana, o Centro Marista de Defesa da Inf\u00e2ncia relan\u00e7ou oficialmente a plataforma digital Crian\u00e7as e Adolescentes em Dados Estat\u00edsticos (CAD\u00ca Paran\u00e1). Criado em 2016, o sistema passou por uma reformula\u00e7\u00e3o completa e agora traz dossi\u00eas com panoramas de indicadores sobre a inf\u00e2ncia para cada um dos 399 munic\u00edpios paranaenses e um mapa sobre os equipamentos p\u00fablicos que prestam atendimento \u00e0 inf\u00e2ncia.<br>Na \u00faltima semana, foi divulgado um informe tem\u00e1tico sobre trabalho infantil. J\u00e1 no ano passado, o tema abordado por pesquisadores convidados foi justamente a obesidade infantil. \u201cA obesidade \u00e9 atualmente um dos agravos mais frequentes da inf\u00e2ncia. Um dos riscos decorrentes \u00e9 o desenvolvimento de doen\u00e7as que podem afetar as condi\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas, cardiovasculares, ortop\u00e9dicas, neurol\u00f3gicas, hep\u00e1ticas, pulmonares e renais; e ainda as condi\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas como diabetes e hipertens\u00e3o, seja em idade adulta ou em idade mais jovem\u201d, diz o documento, dispon\u00edvel no site do CAD\u00ca Paran\u00e1 (http:\/\/www.cadeparana.org.br\/).na se\u00e7\u00e3o Biblioteca &#8211; Publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Vigil\u00e2ncia Alimentar e Nutricional &#8211; Paran\u00e1<\/p>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td>Crian\u00e7as de 0 a 4 anos<\/td><\/tr><tr><td>Peso adequado ou eutr\u00f3fico<\/td><td><strong>89,7%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Peso elevado<\/td><td><strong>7,8%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Peso baixo para a idade<\/td><td><strong>1,8%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Peso muito baixo para a idade<\/td><td><strong>0,7%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Crian\u00e7as de 5 a 10 anos<\/td><td>&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>Eutrofia<\/td><td><strong>64,1%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Sobrepeso<\/td><td><strong>17,4%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Obesidade<\/td><td><strong>9,5%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Obesidade grave<\/td><td><strong>5,8%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Magreza<\/td><td><strong>1,9%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Magreza acentuada<\/td><td><strong>1,3%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Adolescentes (11 a 17 anos)<\/td><\/tr><tr><td>Eutrofia<\/td><td><strong>63%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Sobrepeso<\/td><td><strong>20,8%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Obesidade<\/td><td><strong>10,8%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Obesidade grave<\/td><td><strong>2,7%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Magreza<\/td><td><strong>2%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Magreza acentuada<\/td><td><strong>0,6%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><br>\n\n<\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<p>Bem Paran\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 pouco tempo, as pol\u00edticas sociais voltadas \u00e0 inf\u00e2ncia no Brasil preocupavam-se com o combate \u00e0 fome e \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o. Hoje, por\u00e9m, a chave j\u00e1 come\u00e7a a mudar e o problema \u00e9 exatamente o oposto daquele que o pa\u00eds enfrentava h\u00e1 algumas d\u00e9cadas: o aumento do excesso de peso. 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