{"id":11934,"date":"2019-05-29T15:26:07","date_gmt":"2019-05-29T18:26:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=11934"},"modified":"2019-05-29T15:26:10","modified_gmt":"2019-05-29T18:26:10","slug":"testemunha-da-operacao-que-investiga-prejuizo-milionario-ao-estado-do-parana-diz-que-foi-ameacada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/05\/29\/testemunha-da-operacao-que-investiga-prejuizo-milionario-ao-estado-do-parana-diz-que-foi-ameacada\/","title":{"rendered":"Testemunha da opera\u00e7\u00e3o que investiga preju\u00edzo milion\u00e1rio ao Estado do Paran\u00e1 diz que foi amea\u00e7ada"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Quinze pessoas foram presas, na ter\u00e7a-feira (28), pela Opera\u00e7\u00e3o Pe\u00e7a Chave. Crimes foram praticados por pessoas ligadas \u00e0 empresa respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos oficiais do governo estadual, conforme a Pol\u00edcia Civil.<\/h4>\n\n\n\n<p>Uma das testemunhas da Opera\u00e7\u00e3o Pe\u00e7a Chave, que\u00a0prendeu 15 pessoas na ter\u00e7a-feira (28)\u00a0em Curitiba e em Campos do Jord\u00e3o (SP), disse ter sido amea\u00e7ada. A Pol\u00edcia Civil do Paran\u00e1 afirmou que, por essa raz\u00e3o, entre outras, determinou a pris\u00e3o tempor\u00e1ria dos investigados.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o apura crimes praticados, de acordo com a Pol\u00edcia Civil, por pessoas ligadas \u00e0 empresa JMK, respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos oficiais do governo estadual \u2013 como ambul\u00e2ncias e carros policiais.<\/p>\n\n\n\n<p>A testemunha afirmou, em depoimento, que foi amea\u00e7ada por um gerente da JMK quando o comunicou que faria a den\u00fancia. O gerente disse, conforme o relato da testemunha, que ela n\u00e3o poderia agir daquela forma e que &#8220;n\u00e3o sabia com quem estava mexendo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os delegados tamb\u00e9m pediram a pris\u00e3o para interromper a pr\u00e1tica de crimes e evitar que os investigados ocultassem o patrim\u00f4nio ou combinassem vers\u00f5es para os fatos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fraude \u00e0 licita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A Pol\u00edcia Civil listou outros crimes no pedido de pris\u00e3o, como fraude \u00e0 licita\u00e7\u00e3o. Ao ser escolhida para fazer a manuten\u00e7\u00e3o da frota oficial, em 2015, a JMK tinha dois s\u00f3cios ocultos, segundo a pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Aldo Marchini e Jairo Guimar\u00e3es s\u00e3o apontados pela Pol\u00edcia Civil como os verdadeiros donos da empresa. Contudo, no papel, consta Marcos Zanotto como propriet\u00e1rio da JMK. De acordo com a Pol\u00edcia Civil, Zanotto era s\u00f3cio minorit\u00e1rio, usado como &#8220;laranja&#8221;. Os tr\u00eas foram presos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/7Eh0hpvPmsl9wDv7RPYjbnqbHZ4=\/0x0:1280x1024\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/p\/E\/KFxzwtREemkfXFwuivdQ\/operacao.jpg\" alt=\"JMK \u00e9 a empresa respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos oficiais do governo estadual \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RPC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>JMK \u00e9 a empresa respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos oficiais do governo estadual \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RPC<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores analisaram conversas telef\u00f4nicas em que Marchini e Guimar\u00e3es se comportam como respons\u00e1veis. Al\u00e9m disso, dados do sigilo banc\u00e1rio revelaram quanto cada um recebeu da JMK.<\/p>\n\n\n\n<p>A suspeita \u00e9 de que Marchini recebeu mais de R$ 2,3 milh\u00f5es da empresa. O sal\u00e1rio era de R$ 10 mil, por\u00e9m, mais de R$ 600 mil foram repassados da JMK para Marchini.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Superfaturamento<\/h2>\n\n\n\n<p>Para os delegados, houve ainda associa\u00e7\u00e3o criminosa, falsifica\u00e7\u00e3o de documento particular, fraude na execu\u00e7\u00e3o do contrato e inser\u00e7\u00e3o de dados falsos no sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>O dono de uma das oficinas que consertava carros oficiais contou \u00e0 pol\u00edcia que foi advertido por funcion\u00e1rios da JMK que, se n\u00e3o superfaturasse o valor dos servi\u00e7os, nenhum outro or\u00e7amento seria aprovado para a oficina mec\u00e2nica dele. Ele detalhou que o superfaturamento era na ordem de 1000%.<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edcia citou um exemplo de superfaturamento. Em uma fornecedora da JMK, um limpador de para-brisa era vendido regularmente por R$ 47. Mas, o governo estadual pagava pela mesma pe\u00e7a R$ 132.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e1lculo da Pol\u00edcia Civil \u00e9 de que o Estado do Paran\u00e1 pagava o dobro, o que causou um rombo de mais de R$ 125 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dono de oficina disse \u00e0 pol\u00edcia que inclu\u00eda or\u00e7amentos que jamais foram realizados, elevava arbitrariamente o valor dos or\u00e7amentos e que acrescentava pe\u00e7as que n\u00e3o que n\u00e3o eram usadas. Al\u00e9m disso, as pe\u00e7as eram cotadas como originais, mas as usadas eram de mercado paralelo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pol\u00edcia Civil afirmou que essa troca de pe\u00e7as foi encontrada em todos os carros periciados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lavagem de dinheiro<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com a pol\u00edcia, tamb\u00e9m houve lavagem de dinheiro. As investiga\u00e7\u00f5es mostraram que os s\u00f3cios recebiam recursos da JMK e transferiam valores para as contas de parentes ou de outras empresas de fachada.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em novembro de 2016, com not\u00edcia que chegou \u00e0 pol\u00edcia de que um ve\u00edculo oficial da cidade de Reserva, nos Campos Gerais, tinha sido consertado pela JMK, mas o servi\u00e7o foi pago pelo fundo rotativo da pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ter\u00e7a-feira, al\u00e9m das pris\u00f5es, houve a apreens\u00e3o de 24 carros, sendo a maioria de luxo \u2013 como Porsche, Mercedes Benz e BMW, entre outros, conforme o delegado Guilherme Dias. Vinte e nove mandados de busca e apreens\u00e3o tamb\u00e9m foram cumpridos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o delegado, os carros devem ir a leil\u00e3o para ressarcimento dos danos causados aos cofres p\u00fablicos e podem at\u00e9 ser transformado<\/p>\n\n\n\n<p>Das 15 pessoas que foram detidas, uma foi liberada, de acordo com a pol\u00edcia. Ela \u00e9 nora de um dos s\u00f3cios da JMK e est\u00e1 gr\u00e1vida de g\u00eameos. O delegado disse que vai pedir para que ela fique em casa e deponha na delegacia, quando for chamada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/UN2OlxedMjuAD7Uv3EJEtmdBt0w=\/0x0:1024x768\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/m\/4\/BnmoaVTnA8g1QdZZ5cWQ\/um-dos-carros-de-luxo-apreendido-em-condominio-perto-do-parque-tingui-em-curitiba.jpg\" alt=\"Um dos carros de luxo apreendidos em condom\u00ednio perto do Parque Tingui, em Curitiba \u2014 Foto: Ana Zimermman\/RPC \"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Um dos carros de luxo apreendidos em condom\u00ednio perto do Parque Tingui, em Curitiba \u2014 Foto: Ana Zimermman\/RPC<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que dizem os citados<\/h2>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, a JMK informou que o sistema implantando entre a empresa e o estado conta com transpar\u00eancia e economia. Al\u00e9m disso, segundo a nota da JMK, antes, os servi\u00e7os eram concentrados em 37 oficinas e que, agora, s\u00e3o 1.088 em todo o Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa ainda afirmou que, ao longo do contrato, o governo economizou R$ 60 milh\u00f5es. Tamb\u00e9m disse que vai apresentar documentos \u00e0 Justi\u00e7a que comprovam que sempre realizou o trabalho dentro da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa de Aldo Marchini n\u00e3o quis se manifestar. Os advogados de Jairo Guimar\u00e3es e de Marcos Zanotto n\u00e3o retornaram o contato da&nbsp;<strong>RPC<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (28), o diretor-geral da Secretaria de Estado da Administra\u00e7\u00e3o e da Previd\u00eancia (Seap), Br\u00e1ulio Cesco Fleury afirmou que o contrato com a empresa venceu no dia 26 de janeiro e que foi prorrogado porque n\u00e3o havia tempo de fazer uma nova licita\u00e7\u00e3o antes de assumir a nova gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o havia sido feito ainda o novo termo de refer\u00eancia para a contrata\u00e7\u00e3o de uma nova empresa. Ent\u00e3o, n\u00f3s tivemos que prorrogar o contrato, por\u00e9m, limitado a seis meses. Poderia ir por at\u00e9 um ano. N\u00f3s limitamos a seis meses para dar tempo de construir um novo edital de licita\u00e7\u00e3o. \u00c9 um servi\u00e7o muito t\u00e9cnico, que exige uma especifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica muito r\u00edgida para que os erros cometidos na licita\u00e7\u00e3o anterior n\u00e3o se repitam agora&#8221;, explicou Fleury.<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinze pessoas foram presas, na ter\u00e7a-feira (28), pela Opera\u00e7\u00e3o Pe\u00e7a Chave. Crimes foram praticados por pessoas ligadas \u00e0 empresa respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos oficiais do governo estadual, conforme a Pol\u00edcia Civil. 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