{"id":11903,"date":"2019-05-29T11:12:55","date_gmt":"2019-05-29T14:12:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=11903"},"modified":"2019-05-29T11:12:57","modified_gmt":"2019-05-29T14:12:57","slug":"a-estrategia-de-alfabetizacao-que-revolucionou-aprendizado-em-escolas-do-piaui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/05\/29\/a-estrategia-de-alfabetizacao-que-revolucionou-aprendizado-em-escolas-do-piaui\/","title":{"rendered":"A estrat\u00e9gia de alfabetiza\u00e7\u00e3o que revolucionou aprendizado em escolas do Piau\u00ed"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A Escola Municipal Casa Meio Norte fica em uma rua remota de uma dos bairros de menor renda e maiores \u00edndices de viol\u00eancia de Teresina (PI), cercada de mato, entulho e de casas simples, feitas de tijolo sem acabamento ou pintura.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A despeito do entorno empobrecido, os resultados da Casa Meio Norte t\u00eam crescido regularmente nas avalia\u00e7\u00f5es oficiais de\u00a0educa\u00e7\u00e3o. Em 2017, 100% dos alunos avaliados da 5\u00aa s\u00e9rie tinham conhecimentos adequados em matem\u00e1tica e portugu\u00eas &#8211; um salto, respectivamente, de 51 pontos percentuais e 27 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2013, segundo dados da Prova Brasil, do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u00edndices s\u00e3o consideravelmente superiores \u00e0s m\u00e9dias do Piau\u00ed e tamb\u00e9m do Brasil. No pa\u00eds inteiro, pouco mais da metade dos alunos dessa faixa et\u00e1ria t\u00eam conhecimentos adequados em portugu\u00eas e s\u00f3 44% os t\u00eam em matem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p> A grande transforma\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s dos \u00edndices crescentes na Casa Meio Norte come\u00e7ou em 2000, com um projeto de alfabetiza\u00e7\u00e3o e incentivo \u00e0 leitura implementado por duas diretoras escolares que se viram diante de um desafio: como ensinar crian\u00e7as em uma conjuntura totalmente adversa? <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A escola fica em uma \u00e1rea de alta vulnerabilidade. Os alunos \u00e0s vezes chegavam portando armas e facas, havia brigas de gangues, a distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie (alunos fora da s\u00e9rie adequada para sua idade) era alt\u00edssima. E a gente pensava: o que vamos fazer com essas crian\u00e7as?&#8221;, conta \u00e0 BBC News Brasil Ruthneia Vieira Lima, diretora pedag\u00f3gica da escola.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao mesmo tempo, eu via que nossos alunos tinham grandes habilidades motoras, desde pequenos. N\u00e3o tinha nada de errado com eles. Voltamos \u00e0s teorias pedag\u00f3gicas e passamos a estudar as crian\u00e7as uma a uma para entend\u00ea-las. Tentamos olhar o modo como a crian\u00e7a aprendia a ler, mais do que como o professor a ensinava.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14BF6\/production\/_107128948_casameionorte3mecjoaobittar.jpg\" alt=\"Alunos da Casa Meio Norte em foto de arquivo\"\/><figcaption>Image captionEstrat\u00e9gia combina ensinar \u00e0s crian\u00e7as como as palavras s\u00e3o articuladas e as mudan\u00e7as de sentido com a troca de letras e s\u00edlabas; acima, aluno da escola em foto de arquivo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Lima, ao lado da tamb\u00e9m diretora Osana Santos Morais, desenvolveu, sem nenhum novo investimento, uma estrat\u00e9gia pr\u00f3pria, que batizaram de Projeto Borboleta, a partir da ideia de transforma\u00e7\u00e3o do inseto: &#8220;Ele passa de rastejante para voador. \u00c9 como vemos os processos de aprendizado. A leitura te permite voar daqui para qualquer lugar do mundo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De borboletas a \u00e1guias<\/h2>\n\n\n\n<p>Olhando-os individualmente, as diretoras dividiram os alunos em quatro grupos, a partir da capacidade de leitura &#8211; em vez de pela idade &#8211; de cada um: desde &#8220;borboletas&#8221; (os que n\u00e3o leem nada) passando para &#8220;andorinhas&#8221; (os que s\u00e3o capazes de juntar uma letra a outra, mas sem interpret\u00e1-las) da\u00ed para os &#8220;gansos&#8221; (os que conseguem ler um pouco mais, mas sem flu\u00eancia) indo at\u00e9 as &#8220;\u00e1guias&#8221; (os leitores fluentes).<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia combina ensinar \u00e0s crian\u00e7as como as palavras s\u00e3o articuladas e o que Lima chama de &#8220;coreografia&#8221; da escrita &#8211; o fato de que a mudan\u00e7a de uma letra pode mudar o sentido da palavra. Mas vai al\u00e9m: a oferta de livros e os momentos de leitura s\u00e3o abundantes, &#8220;para a crian\u00e7a aprender com o sentido das palavras e escutar seus usos, para se sentir uma leitora. Tamb\u00e9m usamos muitas poesias, por causa de sua melodia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as crian\u00e7as passaram a ler uma m\u00e9dia de 30 livros por m\u00eas, ou um por dia, mas em um contexto &#8220;prazeroso, em que o texto tem significado. \u00c9 entender que o ler pelo prazer de ler faz diferen\u00e7a na vida&#8221;, conta Osana Morais.<\/p>\n\n\n\n<p>E os professores s\u00e3o encorajados a sair da cadeira e &#8220;a ver como est\u00e1 a leitura do lado das crian\u00e7as, a escut\u00e1-las, sentindo o cheirinho delas. A aproxima\u00e7\u00e3o afetiva \u00e9 crucial para isso dar certo&#8221;, diz Lima.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/175E\/production\/_107128950_ruthneia.png\" alt=\"Ruthneia Vieira Lima\"\/><figcaption>Image captionRuthneia Vieira Lima expandiu estrat\u00e9gia para outras escolas do Piau\u00ed<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia tamb\u00e9m tenta tornar as crian\u00e7as mais ativas no aprendizado e na autoavalia\u00e7\u00e3o. &#8220;Elas s\u00e3o incentivadas a avaliar a pr\u00f3pria leitura: &#8216;preciso melhorar na leitura da pontua\u00e7\u00e3o&#8217;, por exemplo. A partir disso, fazemos proposi\u00e7\u00f5es de como ela pode avan\u00e7ar at\u00e9 &#8216;virar \u00e1guia&#8217;. N\u00e3o temos uma cultura de provas e fazemos apenas as avalia\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias do MEC&#8221;, prossegue.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Lima diz que foi necess\u00e1rio tirar os professores da zona de conforto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como existe a expectativa de que a crian\u00e7a levar\u00e1 tr\u00eas anos (de ensino fundamental) para aprender a ler e escrever, ningu\u00e9m se preocupava muito em ser aquela que ia ensin\u00e1-la de fato, e o aluno s\u00f3 ia passando de ano&#8221;, explica a diretora pedag\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, diz Morais, os professores da escola foram transformados em &#8220;aprendizes e observadores de alunos em processo de evolu\u00e7\u00e3o, para compreender a crian\u00e7a como um ser capaz de aprender tudo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&#8216;Poucos leitores&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Ante os resultados na Casa Meio Norte, as diretoras passaram a &#8220;franquear&#8221; a estrat\u00e9gia para outras escolas e cidades da regi\u00e3o, assim como fazem os sistemas de ensino privados. S\u00e3o mais de dez munic\u00edpios do Piau\u00ed replicando o Projeto Borboleta, diz Lima.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais exemplos vem de Oeiras, pequena cidade de 37 mil habitantes encravada no meio do Piau\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o, Tiana Tapety, queria transformar a cidade em um polo de leitura, mas notou que, &#8220;sem (um projeto de) alfabetiza\u00e7\u00e3o, t\u00ednhamos poucos leitores&#8221;, disse ela durante semin\u00e1rio sobre alfabetiza\u00e7\u00e3o realizado pelo Centro de Excel\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o em Pol\u00edticas Educacionais da FGV no Rio, em 23 de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto Borboleta come\u00e7ou nas escolas da rede municipal oeirense em 2017 e, aliado a demais esfor\u00e7os para incentivar a leitura e a cultura entre os jovens da cidade, fez com que as escolas locais praticamente zerassem as taxas de abandono escolar e reprova\u00e7\u00e3o, segundo Tapety.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0DE0\/production\/_107125530_casameionorte1mecjoaobittar.jpg\" alt=\"Alunas da Escola Meio Norte em foto de arquivo\"\/><figcaption>Image captionAlunas da Escola Meio Norte em foto de arquivo; Piau\u00ed tem um dos mais altos \u00edndices de analfabetismo no pa\u00eds<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Temos quase 100% de nossas crian\u00e7as do 1\u00ba ao 5\u00ba ano lendo&#8221;, disse a secret\u00e1ria. &#8220;Esse resultado, acima de tudo, \u00e9 uma justi\u00e7a social. (&#8230;) Nossas escolas passaram a ter m\u00e9dias semelhantes, (a notas no Ideb, medi\u00e7\u00e3o oficial do MEC) entre 6 e 7.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Francisca Pereira Maciel, diretora do Centro de Alfabetiza\u00e7\u00e3o, Leitura e Escrita (Ceale) da UFMG, o Brasil j\u00e1 tem uma variedade de m\u00e9todos e estrat\u00e9gias de alfabetiza\u00e7\u00e3o para atender as necessidades das escolas, materiais did\u00e1ticos adequados e at\u00e9 bibliotecas bem equipadas em boa parte das redes do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ainda tem gargalos que dificultam que exemplos como os de Oeiras e da Casa Meio Norte se tornem mais comuns: al\u00e9m de fragilidades na forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria de professores plenamente h\u00e1beis a alfabetizar, o principal obst\u00e1culo \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um compromisso com a alfabetiza\u00e7\u00e3o e de um projeto coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E esse n\u00e3o pode ser um compromisso do professor sozinho, mas sim um objetivo compartilhado (em cada rede e em plano nacional)&#8221;, diz \u00e0 BBC News Brasil. &#8220;O que temos hoje \u00e9 a descontinuidade, a falta de apoio ao professor e a dificuldade dele em compartilhar tanto suas coisas legais como suas d\u00favidas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o tenha estudado o Projeto Borboleta a fundo, Maciel diz que um m\u00e9rito do projeto \u00e9 ter conseguido &#8220;trabalhar a leitura e a escrita em contexto com a cultura no entorno da escola e criar um coletivo que permitiu a forma\u00e7\u00e3o de todos os professores (em torno de um objetivo comum).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Analfabetismo no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de avan\u00e7os no combate ao analfabetismo, o Brasil ainda tem enormes desafios nessas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao 3\u00ba ano do ensino fundamental (ou seja, o final ciclo final da alfabetiza\u00e7\u00e3o), apenas 66,2% dos alunos brasileiros tinham aprendizado adequado em escrita e 78,3% em leitura, segundo dados de 2016 (os mais recentes) do Ideb.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m das crian\u00e7as, segundo dados do IBGE, o pa\u00eds passou de 11,4% de jovens ou adultos analfabetos em 2004 para 7% em 2017, mas isso ainda equivale a 11,5 milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o sabem ler nem escrever.<\/p>\n\n\n\n<p>No Piau\u00ed essa taxa era 16,6% em 2017, a segunda mais alta do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas do Maranh\u00e3o (16,7%), de acordo com o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o n\u00famero de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-46177957\">analfabetos funcionais<\/a>&nbsp;&#8211; capazes de escrever o pr\u00f3prio nome, mas n\u00e3o de interpretar um texto ou realizar opera\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas cotidianas, por exemplo &#8211; \u00e9 muito maior: cerca de 30% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/6B55\/production\/_106977472_43598371370_96aa957d43_z.jpg\" alt=\"Estudante em Joinville, em foto de arquivo\"\/><figcaption>Image captionProjeto do MEC despertou debates em torno de m\u00e9todos de alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A alfabetiza\u00e7\u00e3o foi um dos assuntos no centro de pol\u00eamicas neste ano no MEC, que em abril lan\u00e7ou a Pol\u00edtica Nacional para essa etapa, com a inten\u00e7\u00e3o de &#8220;fundamentar em evid\u00eancias cient\u00edficas suas pol\u00edticas p\u00fablicas para a alfabetiza\u00e7\u00e3o&#8221;, e gerou um debate diante da sinaliza\u00e7\u00e3o de que o m\u00e9todo chamado de &#8220;f\u00f4nico&#8221; (que associa letras aos fonemas) seria privilegiado em detrimento de outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso levou a cr\u00edticas de diversos especialistas, por discordarem ou do m\u00e9todo f\u00f4nico ou da ideia de que uma \u00fanica metodologia seja estimulada pelo minist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisca Maciel, do Ceale-UFMG, diz que favorecer um ou outro m\u00e9todo &#8220;fere a autonomia da escola e n\u00e3o d\u00e1 garantia nenhuma de aprendizado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 um compromisso para que as crian\u00e7as sejam alfabetizadas com a capacidade de fazer uso social (da leitura e dar escrita), que fa\u00e7a sentido para al\u00e9m das quatro paredes da escola. Caso contr\u00e1rio, vira algo mecanizado. Onde ficam o prazer e o sentido do aprendizado?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ruthneia Lima, da Casa Meio Norte, as discuss\u00f5es em torno dos m\u00e9todos acaba tirando o foco da necessidade de cada professor aprender com as dificuldades reais de seus alunos, individualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 o aluno que empurra o professor a aprender (a ensinar)&#8221;, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra estrat\u00e9gia, disse Tiana Tapety, de Oeiras, \u00e9 a escola puxar para si plenamente a tarefa de alfabetizar as crian\u00e7as, sem esperar contrapartidas de fam\u00edlias muitas vezes desestruturadas e pouco escolarizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela citou, por exemplo, uma grande quantidade de crian\u00e7as de Oeiras que s\u00e3o criadas apenas pelas av\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como vamos mandar uma tarefa de casa para um menino cuja av\u00f3 n\u00e3o sabe ler?&#8221;, questionou ela no evento da FGV. &#8220;Ent\u00e3o, temos que valorizar o tempo dela na escola. Se a fam\u00edlia n\u00e3o consegue, n\u00f3s vamos fazer mais pela crian\u00e7a. (&#8230;) Se ela n\u00e3o aprendeu, a gente retoma. Nenhum aluno a menos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ruthneia Lima conta que, nos 19 anos em que ajuda a comandar a Casa Meio Norte, &#8220;perdemos 30 crian\u00e7as para a maginalidade. Mas tamb\u00e9m temos meninos que foram para a universidade e se formaram em Enfermagem, Bioqu\u00edmica, Psicologia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda estou pesquisando o motivo, mas vejo que (nossa estrat\u00e9gia) se sobressai principalmente nas escolas de zona rural. Eu acho que \u00e9 porque alavanca a autoestima dos alunos. Eles ficam empoderados para ler. Meu sonho \u00e9 que cada crian\u00e7a do Piau\u00ed mostre que \u00e9 uma pessoa capaz de aprender.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Escola Municipal Casa Meio Norte fica em uma rua remota de uma dos bairros de menor renda e maiores \u00edndices de viol\u00eancia de Teresina (PI), cercada de mato, entulho e de casas simples, feitas de tijolo sem acabamento ou pintura. 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