{"id":1085,"date":"2019-03-18T21:29:13","date_gmt":"2019-03-19T00:29:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=1085"},"modified":"2019-03-18T21:29:16","modified_gmt":"2019-03-19T00:29:16","slug":"vale-prossegue-com-evacuacoes-e-quase-mil-pessoas-estao-fora-de-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/18\/vale-prossegue-com-evacuacoes-e-quase-mil-pessoas-estao-fora-de-casa\/","title":{"rendered":"Vale prossegue com evacua\u00e7\u00f5es e quase mil pessoas est\u00e3o fora de casa"},"content":{"rendered":"\n<p>O n\u00famero de moradores em Minas Gerais retirados de suas casas pela mineradora Vale, desde que ocorreu a trag\u00e9dia de Brumadinho (MG), est\u00e1 pr\u00f3ximo dos quatro d\u00edgitos. Segundo dados fornecidos pela mineradora, s\u00e3o 973 atingidos de cinco cidades diferentes. Esse total n\u00e3o leva em conta aqueles que precisaram deixar suas resid\u00eancias, mas j\u00e1 retornaram com autoriza\u00e7\u00e3o da Defesa Civil do estado. O \u00faltimo epis\u00f3dio, ocorrido neste s\u00e1bado (16), se deu em uma comunidade rural de Rio Preto (MG). Conforme decis\u00f5es judiciais recentes do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG), pode ser que moradores em Itabira e Ouro Preto tamb\u00e9m precisem sair de onde moram.<\/p>\n\n\n\n<p>As evacua\u00e7\u00f5es se tornaram frequentes ap\u00f3s o rompimento da barragem da Mina do Feij\u00e3o, ocorrido em 25 de janeiro, deixando 206 mortos e 102 desaparecidos, segundo os registros mais recentes. De acordo com a Vale, 261 pessoas que sobreviveram est\u00e3o fora de suas casas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, o receio de novas trag\u00e9dias fez com que mineradoras passassem a reavaliar suas estruturas em todo o pa\u00eds e a aumentar o fator de seguran\u00e7a de algumas delas, de um para dois. Essa altera\u00e7\u00e3o torna obrigat\u00f3rio o acionamento da sirene para evacua\u00e7\u00e3o imediata de quem vive na zona de autossalvamento, isto \u00e9, em toda a \u00e1rea abaixo da barragem que seria alagada em menos de 30 minutos ou que est\u00e1 situada a uma dist\u00e2ncia de menos de 10 quil\u00f4metros (km).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rio Preto<\/h2>\n\n\n\n<p>Foi o que ocorreu em Rio Preto, com a Pequena Central Hidrel\u00e9trica Mello, operada pela Vale. O problema teria ocorrido devido \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de \u00e1gua, em decorr\u00eancia de chuvas na regi\u00e3o. Segundo nota divulgada pela mineradora, ao aumentar o fator de seguran\u00e7a, 29 pessoas precisaram ser retiradas de suas resid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Vale est\u00e1 monitorando a situa\u00e7\u00e3o e refor\u00e7a que o n\u00edvel de \u00e1gua do reservat\u00f3rio n\u00e3o extrapolou o limite de estabilidade da barragem e o acionamento do plano de emerg\u00eancia foi preventivo. A barragem encontra-se est\u00e1vel&#8221;, registra a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Rio Preto est\u00e1 localizado na regi\u00e3o da Zona da Mata, pr\u00f3ximo \u00e0 divisa com o estado do Rio de Janeiro, a 385 quil\u00f4metros de Belo Horizonte. A mineradora informou que est\u00e1 prestando assist\u00eancia aos moradores afetados e disponibilizou hospedagem, alimenta\u00e7\u00e3o e transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com nota divulgada hoje (18) pela Defesa Civil de Minas Gerais, foi estruturado um Posto de Comando, com a participa\u00e7\u00e3o da Defesa Civil do munic\u00edpio, da Pol\u00edcia Militar e de representantes da Vale. Os \u00f3rg\u00e3os est\u00e3o compartilhando informa\u00e7\u00f5es e estabelecendo um plano de a\u00e7\u00e3o diante da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Evacua\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Rio Preto e Brumadinho, j\u00e1 foram evacuadas pela Vale comunidades nas cidades mineiras de Bar\u00e3o de Cocais, Nova Lima e Ouro Preto. Moradores tamb\u00e9m j\u00e1 foram retirados de suas casas em Itatiaiu\u00e7u (MG), devido aos riscos envolvendo uma estrutura da Arcellor Mittal, e em Rio Acima (MG), ap\u00f3s problema constatado pela empresa Min\u00e9rios Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>As evacua\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o restritas \u00e0 Minas Gerais. No s\u00e1bado (16), cerca de 520 fam\u00edlias foram retiradas de \u00e1reas pr\u00f3ximas ao Rio Jaburu, em Ubajara, no Cear\u00e1. A medida foi necess\u00e1ria ap\u00f3s a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) embargar provisoriamente a barragem Granjeiro, de propriedade da empresa Agroserra Companhia Agroindustrial Serra da Ibiapaba. De acordo com o \u00f3rg\u00e3o, medidas de conten\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o na estrutura j\u00e1 foram conclu\u00eddas e est\u00e1 em andamento a escava\u00e7\u00e3o de um canal que permitir\u00e1 o controle do volume de \u00e1gua no reservat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nova evacua\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>A possibilidade de novas evacua\u00e7\u00f5es foi refor\u00e7ada por duas decis\u00f5es do TJMG publicadas na semana passada, que deu 10 dias para a Vale comprovar a seguran\u00e7a de barragens situadas em Itabira (MG). Caso as garantias n\u00e3o sejam apresentadas no prazo concedido, a mineradora dever\u00e1 retirar de suas casas moradores de comunidades do munic\u00edpio e tamb\u00e9m da cidade vizinha, Santa Maria de Itabira (MG).<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es, assinadas pela ju\u00edza Dayane Rey da Silva, atendem pedidos formulados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais (MPMG) em a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas que questionam a seguran\u00e7a das barragens Pontal e Santana, ambas de responsabilidade da Vale. Em outro processo, a mesma magistrada determinou, na sexta-feira (15), que a mineradora interrompa a disposi\u00e7\u00e3o de rejeitos nas barragens Dique Minervino e Dique Cord\u00e3o Nova Vista, tamb\u00e9m em Itabira.<\/p>\n\n\n\n<p>O TJMG determinou ainda, na quinta-feira (14), a paralisa\u00e7\u00e3o das atividades da Mina de Timbopeba, em Ouro Preto. A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Ana Paula Lobo de Freitas e atende pedido do MPMG. Na mina, que pertence \u00e0 Vale, fica a barragem do Doutor, estrutura que demanda interven\u00e7\u00f5es urgentes de seguran\u00e7a, conforme documento datado de 13 de mar\u00e7o, assinado pela consultoria T\u00fcv S\u00fcd, a mesma que havia concedido a declara\u00e7\u00e3o de estabilidade da barragem que se rompeu em Brumadinho.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza deu prazo de tr\u00eas dias para que as defesas civis do estado e do munic\u00edpio prestem informa\u00e7\u00f5es sobre a necessidade de evacua\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do distrito de Ant\u00f4nio Pereira. Em nota, a Vale informa que a Barragem do Doutor possui declara\u00e7\u00e3o de estabilidade com validade e que uma inspe\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM), realizada em 14 de mar\u00e7o, constatou que a estrutura n\u00e3o possui nenhuma anomalia relevante ou situa\u00e7\u00e3o que comprometa a sua seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bloqueio<\/h2>\n\n\n\n<p>Diante das evacua\u00e7\u00f5es, o MPMG e a Defensoria P\u00fablica de Minas Gerais v\u00eam solicitando \u00e0 Justi\u00e7a bloqueio de recursos da Vale para assegurar as indeniza\u00e7\u00f5es e as medidas de assist\u00eancia \u00e0s popula\u00e7\u00f5es afetadas. No in\u00edcio do m\u00eas, foi acatado pedido para bloquear R$ 50 milh\u00f5es com o intuito de garantir o ressarcimento dos preju\u00edzos causados aos moradores que foram retirados de suas casas em Bar\u00e3o de Cocais.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje (18), a Vale anunciou ter tomado ci\u00eancia de que est\u00e1 impedida de movimentar mais R$ 1 bilh\u00e3o, conforme liminar que busca permitir a repara\u00e7\u00e3o dos danos sofridos pela popula\u00e7\u00e3o afetada&nbsp;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2019-03\/evacuacao-em-nova-lima-afeta-turismo-e-economia-da-cidade-mineira\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">na evacua\u00e7\u00e3o em Macacos<\/a>, distrito de Nova Lima.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras decis\u00f5es do TJMG j\u00e1 haviam levado ao bloqueio de R$ 11 bilh\u00f5es da mineradora, com o intuito de garantir recursos para a repara\u00e7\u00e3o dos danos causados na trag\u00e9dia de Brumadinho. Por sua vez, o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) bloqueou mais R$ 1,6 bilh\u00e3o, visando assegurar o pagamento das indeniza\u00e7\u00f5es trabalhistas relacionadas com o rompimento da barragem. Grande parte das v\u00edtimas afetadas em Brumadinho s\u00e3o empregados da Vale e de empresas terceirizadas que prestam servi\u00e7o \u00e0 mineradora.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de moradores em Minas Gerais retirados de suas casas pela mineradora Vale, desde que ocorreu a trag\u00e9dia de Brumadinho (MG), est\u00e1 pr\u00f3ximo dos quatro d\u00edgitos. Segundo dados fornecidos pela mineradora, s\u00e3o 973 atingidos de cinco cidades diferentes. 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