{"id":10334,"date":"2019-05-14T15:34:18","date_gmt":"2019-05-14T18:34:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=10334"},"modified":"2019-05-14T15:34:20","modified_gmt":"2019-05-14T18:34:20","slug":"oito-polemicas-das-politicas-de-bolsonaro-para-a-educacao-alvo-de-protestos-nesta-quarta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/05\/14\/oito-polemicas-das-politicas-de-bolsonaro-para-a-educacao-alvo-de-protestos-nesta-quarta\/","title":{"rendered":"Oito pol\u00eamicas das pol\u00edticas de Bolsonaro para a educa\u00e7\u00e3o, alvo de protestos nesta quarta"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A mobiliza\u00e7\u00e3o de estudantes em dezenas de cidades do Brasil, marcada para esta quarta-feira (15\/5), deve voltar a lan\u00e7ar luz sobre o Minist\u00e9rio da\u00a0Educa\u00e7\u00e3o\u00a0(MEC), uma das pastas mais sens\u00edveis do governo de Jair Bolsonaro (PSL).<\/h4>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE) convocou o protesto em resposta aos cortes or\u00e7ament\u00e1rios realizados em universidades e institutos federais, e anunciou a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias e atos &#8220;em salas de aula de todo o pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Centrais sindicais tamb\u00e9m protestar\u00e3o, na mesma data, contra o projeto do governo de reforma da Previd\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o previstos atos em 13 capitais e em dezenas de outras cidades. Embora o alvo principal dos protestos seja a redu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento dispon\u00edvel para as institui\u00e7\u00f5es federais de ensino, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o tem sido foco de pol\u00eamicas desde o in\u00edcio do governo, em janeiro. Veja as principais delas:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1 &#8211; Menos investimentos em ci\u00eancias humanas<\/h2>\n\n\n\n<p>As principais pol\u00eamicas est\u00e3o centradas na educa\u00e7\u00e3o superior, particularmente nas universidades federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma de suas primeiras manifesta\u00e7\u00f5es sobre o tema, em um v\u00eddeo no Facebook em abril, o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Abraham Weitraub, falou em reduzir investimentos nos cursos universit\u00e1rios p\u00fablicos de ci\u00eancias humanas, citando como exemplo o Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O pa\u00eds, muito mais rico que o Brasil, est\u00e1 tirando dinheiro p\u00fablico das faculdades tidas como para pessoas que j\u00e1 s\u00e3o muito ricas, ou de elite, como Filosofia. (&#8230;) Esse dinheiro que iria para faculdades como Filosofia, Sociologia se coloca em faculdades que geram retorno de fato: Enfermagem, Veterin\u00e1ria, Engenharia, Medicina&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Bolsonaro tamb\u00e9m defendeu a ideia. Pelo Twitter, declarou que &#8220;a fun\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um of\u00edcio que gere renda para a pessoa e bem-estar para a fam\u00edlia, que melhore a sociedade em sua volta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, logo veio \u00e0 tona a informa\u00e7\u00e3o de que o Jap\u00e3o estaria voltando atr\u00e1s na medida. Reportagem de O Globo, por exemplo, informou que o pa\u00eds est\u00e1 retomando os investimentos nas ci\u00eancias humanas, com foco sobretudo em como a tecnologia, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a intelig\u00eancia artificial impactar\u00e3o a vida das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um grupo de entidades de ci\u00eancias humanas emitiu nota afirmando que Bolsonaro e Weintraub &#8220;exibem uma vis\u00e3o tacanha de forma\u00e7\u00e3o ao supor que enfermeiros, m\u00e9dicos veterin\u00e1rios, engenheiros e m\u00e9dicos n\u00e3o tenham de aprender sobre seu pr\u00f3prio contexto social nem sobre \u00e9tica, por exemplo, para tomar decis\u00f5es adequadas e moralmente justificadas em seu campo de atua\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-48201426\">reportagem da BBC News Brasil<\/a>&nbsp;mostrou que esses cursos s\u00e3o os que concentram a maior diversidade racial, tanto em universidades p\u00fablicas quanto privadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2 &#8211; Punir &#8216;balb\u00fardia&#8217; das universidades federais<\/h2>\n\n\n\n<p>No fim do m\u00eas de abril, Weintraub afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o MEC cortaria os recursos de universidades que n\u00e3o tivessem desempenho acad\u00eamico satisfat\u00f3rio e promovessem &#8220;balb\u00fardia&#8221; nos campi, come\u00e7ando por Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA).<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro criticou universidades que, segundo ele, t\u00eam permitido &#8220;bagun\u00e7a e eventos rid\u00edculos&#8221;, referindo-se a supostas manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e festas &#8211; Weintraub falou sobre &#8220;sem-terra dentro do campus, gente pelada dentro do campus&#8221;, sem especificar onde ou quando tais situa\u00e7\u00f5es teriam ocorrido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/411E\/production\/_106907661_44687557184_d533d3ce20_z.jpg\" alt=\"Estudantes na UFSC, em foto de arquivo\"\/><figcaption>Image captionEstudantes na UFSC, em foto de arquivo; universidades federais afirmam que n\u00e3o t\u00eam recursos para pagar despesas b\u00e1sicas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">3 &#8211; Corte or\u00e7ament\u00e1rio em todas as federais<\/h2>\n\n\n\n<p>Diante da repercuss\u00e3o negativa do corte do or\u00e7amento para universidades espec\u00edficas, Weintraub explicou que a redu\u00e7\u00e3o afetaria todas as universidades federais, inicialmente anunciado como 30% dos valores totais e, depois, 30% de seus or\u00e7amentos discricion\u00e1rios (ou seja, de gastos n\u00e3o obrigat\u00f3rios).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o MEC afirmou que o bloqueio &#8220;atingiu apenas 3,4% do or\u00e7amento total das federais&#8221;, totalizando cerca de R$ 1,6 bilh\u00e3o. Houve bloqueios bilion\u00e1rios tamb\u00e9m nas outras \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o que Bolsonaro havia definido como priorit\u00e1rias, como a b\u00e1sica e a infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o dos recursos, as universidades passaram a anunciar cortes em aux\u00edlios-moradia ou alimenta\u00e7\u00e3o e em pesquisas de campo; algumas disseram estar sem dinheiro para pagar contas de \u00e1gua, energia el\u00e9trica ou de fornecedores, como os de limpeza e seguran\u00e7a. Tamb\u00e9m disseram n\u00e3o saber se poder\u00e3o funcionar plenamente no segundo semestre de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>A UFRJ, por exemplo, afirmou que j\u00e1 opera em d\u00e9ficit de R$ 170 milh\u00f5es por conta de cortes pr\u00e9vios e que &#8220;a n\u00e3o revers\u00e3o da medida (cortes) trar\u00e1 graves consequ\u00eancias para o desempenho das atividades da universidade, comprometendo a rotina de atividades acad\u00eamicas antes do segundo semestre&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em v\u00eddeo no Facebook, ao lado de Bolsonaro, Weintraub afirmou que n\u00e3o s\u00e3o cortes, mas contingenciamento de recursos. &#8220;\u00c9 segurar um pouco os gastos, (&#8230;) em todos os minist\u00e9rios.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Disse que algumas universidades chegam a ter or\u00e7amento de R$ 1 bilh\u00e3o (na verdade, por\u00e9m, o or\u00e7amento previsto para a UFRJ, a maior universidade federal do Brasil, era originalmente de cerca um ter\u00e7o desse valor) e espalhou chocolates sobre a mesa. &#8220;A gente est\u00e1 pedindo simplesmente que tr\u00eas chocolatinhos e meio de cem (n\u00e3o sejam gastos). N\u00e3o est\u00e1 cortando. Deixa para comer depois de setembro (ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia)&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4 &#8211; Cortes de bolsas da Capes<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CB2B\/production\/_106911025_gettyimages-618067194.jpg\" alt=\"Pesquisadora olha por microsc\u00f3pio em laborat\u00f3rio\"\/><figcaption>Image captionInep afirmou que pesquisadores com bolsas em vigor ter\u00e3o seu aux\u00edlio mantido<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na semana seguinte ao an\u00fancio da conten\u00e7\u00e3o de gastos nas universidades, o governo divulgou a suspens\u00e3o da concess\u00e3o de bolsas de mestrado e doutorado pela Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), que seriam destinadas a estudantes cujos trabalhos estavam em processo de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O congelamento atingia 4.798 bolsas que n\u00e3o estavam sendo utilizadas no m\u00eas de abril, como parte da conten\u00e7\u00e3o de gastos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida gerou nova rea\u00e7\u00e3o da comunidade acad\u00eamica, que se queixou do impacto na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco depois, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep) &#8211; autarquia do MEC &#8211; divulgou nota afirmando que &#8220;todos os estudantes e pesquisadores que t\u00eam bolsa da Capes em vigor ter\u00e3o seu aux\u00edlio mantido&#8221; e que o congelamento de bolsas ociosas representa s\u00f3 1,75% do total de 200 mil benef\u00edcios destinados \u00e0 p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de docentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m afirmou que 1,2 mil bolsas ociosas de programas com alta avalia\u00e7\u00e3o ser\u00e3o reabertas, e que outros 100 aux\u00edlios ser\u00e3o reabertos para doutorandos que est\u00e3o no exterior consigam concluir suas pesquisas ao voltar ao Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, o n\u00famero de benef\u00edcios bloqueados cairia para cerca de 3,5 mil. Anderson Correia, presidente da Capes, afirmou que o bloqueio ocorreu &#8220;para conseguirmos fazer um diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o para fazer ajustes pontuais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5 &#8211; Varrer &#8216;ideologia&#8217; no Enem<\/h2>\n\n\n\n<p>Em um de seus v\u00eddeos no Facebook, Weintraub deu uma &#8220;dica&#8221; a prestadores do Enem, o exame nacional do ensino m\u00e9dio: &#8220;quest\u00f5es muito ideol\u00f3gicas, muito pol\u00eamicas, como no passado, n\u00e3o v\u00e3o acontecer neste ano. Minha sugest\u00e3o: foquem mais na t\u00e9cnica de escrever, interpreta\u00e7\u00e3o de texto, matem\u00e1tica, ci\u00eancias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A fala trouxe de volta ao debate outro projeto de Bolsonaro, que em mar\u00e7o\u00a0criou uma comiss\u00e3o\u00a0para fazer &#8220;avalia\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica&#8221; das perguntas feitas no Enem.<\/p>\n\n\n\n<p>A comiss\u00e3o foi criada em portaria, que n\u00e3o estipula os crit\u00e9rios para a avalia\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es &#8211; apenas determina que seja feita &#8220;uma leitura transversal dos itens (perguntas) dispon\u00edveis&#8221; para a prova, com o objetivo de &#8220;verificar a sua pertin\u00eancia com a realidade social, de modo a assegurar um perfil consensual do exame&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro do ano passado, dias depois de ser eleito, Bolsonaro usou as redes sociais para criticar uma quest\u00e3o do exame que mostrava termos usados pela comunidade LGBT. A pergunta questionava quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas para que uma linguagem fosse considerada um dialeto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1234E\/production\/_106347547_44920594315_71a4494205_z.jpg\" alt=\"Enem 2018\"\/><figcaption>Image captionAluna do Enem em 2018; quest\u00f5es da prova foram criticadas por Bolsonaro<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Este tema da linguagem particular daquelas pessoas, o que temos a ver com isso, meu Deus do c\u00e9u? Quando a gente vai ver a tradu\u00e7\u00e3o daquelas palavras, um absurdo. Vai obrigar a molecada a se interessar por isso agora para o Enem do ano que vem?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas associa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, manifestaram preocupa\u00e7\u00e3o com o governo &#8220;contrariar qualquer perspectiva de pensamento cr\u00edtico&#8221; no Enem e de potencialmente colocar em risco a seguran\u00e7a do exame.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal pediu duas vezes esclarecimento ao Inep (\u00f3rg\u00e3o do MEC respons\u00e1vel pelo Enem) para saber como tem funcionado a comiss\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">6 &#8211; Punir alunos agressores<\/h2>\n\n\n\n<p>Mais al\u00e9m da educa\u00e7\u00e3o superior, uma das primeiras entrevistas de Weintraub como ministro, ao Estado de S. Paulo, gerou pol\u00eamica por ele defender que, para coibir agress\u00f5es de alunos a professores em sala de aula, \u00e9 preciso &#8220;chamar a pol\u00edcia, os pais v\u00e3o ser processados e, no limite, tem que tirar o Bolsa Fam\u00edlia dos pais e at\u00e9 a tutela do filho&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas vieram a p\u00fablico dizer que isso contraria princ\u00edpios de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente e as pr\u00f3prias regras do Bolsa Fam\u00edlia, que estipula como pr\u00e9-requisito apenas que as crian\u00e7as da fam\u00edlia beneficiada estejam matriculadas e frequentando a escola.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">7 &#8211; Filmar alunos cantando hino<\/h2>\n\n\n\n<p>As pol\u00eamicas no MEC precedem Weintraub. Seu antecessor no cargo, Ricardo V\u00e9lez Rodr\u00edguez, tomou como uma de suas primeiras medidas enviar um e-mail a escolas do pa\u00eds pedindo que alunos fossem filmados cantando o Hino Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A carta gerou cr\u00edticas por conter o slogan de campanha de Bolsonaro &#8211; &#8220;Brasil acima de tudo e Deus acima de todos&#8221; &#8211; e por pedir a escolas que produzissem imagens dos alunos sem a autoriza\u00e7\u00e3o dos pais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/D52E\/production\/_106347545_46771002694_84f3a7aaa0_z.jpg\" alt=\"Ricardo V\u00e9lez\"\/><figcaption>Image captionRicardo V\u00e9lez caiu ap\u00f3s tr\u00eas meses de pol\u00eamicas, disputas internas e idas e vindas no MEC<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Pouco depois, V\u00e9lez voltou atr\u00e1s, dizendo que os trechos pol\u00eamicos do pedido foram &#8220;tirados de circula\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, o MEC afirmou que mandaria novo e-mail \u00e0s escolas, pedindo que a mensagem de V\u00e9lez fosse lida a alunos perfilados diante da bandeira brasileira, mas que apenas escolas que quisessem poderiam, voluntariamente, gravar os estudantes, com autoriza\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">8 &#8211; Mudar livros did\u00e1ticos<\/h2>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao jornal Valor no in\u00edcio de abril, V\u00e9lez afirmou que haveria &#8220;mudan\u00e7as progressivas&#8221; em livros did\u00e1ticos para que as crian\u00e7as &#8220;possam ter a ideia ver\u00eddica, real&#8221; da hist\u00f3ria, em refer\u00eancia \u00e0 forma como o golpe militar de 1964 e a ditadura s\u00e3o ensinados nas escolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas V\u00e9lez n\u00e3o permaneceria muito no cargo: pressionado por conta das pol\u00eamicas, dos desgastes e pelo que cr\u00edticos diziam ser uma &#8220;paralisia&#8221; no MEC, ele teve sua demiss\u00e3o anunciada por Bolsonaro em 8 de abril, sendo substitu\u00eddo por Weintraub.<\/p>\n\n\n\n<p>BBc<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o de estudantes em dezenas de cidades do Brasil, marcada para esta quarta-feira (15\/5), deve voltar a lan\u00e7ar luz sobre o Minist\u00e9rio da\u00a0Educa\u00e7\u00e3o\u00a0(MEC), uma das pastas mais sens\u00edveis do governo de Jair Bolsonaro (PSL). 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