terça-feira, junho 18, 2024

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Doce mel e as abelhas sem ferrão por Débora Lenzi

Terceiro sábado do mês de março foi um dia de festa, um evento de meliponicultora e onde por meio desta coluna irei relatar como foi. Embora hoje tenhamos a consciência de que as abelhas tem uma grande importância em nossa flora, esquecemos do quanto elas podem nos oferecer além daquele tradicional mel “de casa”, em um evento dessa proporção nos foi mostrado inúmeras espécies de abelhas, suas colmeias e de todas as cores e formas, acredite, uma mais linda que a outra.

Nesse evento em específico foram trazidas abelhas nativas sem ferrão, onde fui graciosamente convidada a trazer degustações a base desses meles. Foi realmente um desafio e como toda cozinheira, desafios são bem vindos e lá fui eu investigar pratos e combinações.

Pro evento de meliponicultura foi usado o mel de jataí, imaginem comigo um mel bem diferente do que costumamos degustar em nosso dia a dia, sua acidez e sabor que dançam em nosso paladar, atiçando nossa criatividade.


Falando nisso já imaginou que uma única abelha pode chegar a “beijar” mais de trinta mil flores por dia, dá para dimensionar a complexidade da produção do mel, que se resume da seguinte forma: a abelha sai campeando atrás do néctar e do pólen das flores. Enquanto vai dando as beiçadas, ela guarda o néctar numa espécie de embornal, onde vai reagindo com enzimas.

Chegando em casa ele é depositado nos favos, vindo a perder água, até virar mel. As estruturas físicas contam com sofisticada proteção de cera e resina, que controla a entrada de inimigos, temperatura e umidade.


“Vários são os tipos de mel, desde os mais claros e delicados, até os mais escuros e intensos, esses últimos mais nutritivos. Suas características dependem principalmente da florada. Seria como o tempero do mel, já que cada planta tem seu gosto.” Como explicado por um dos expositores do evento.


Outra curiosidade é o tipo de abelha. A maioria do mel brasileiro é proveniente das abelhas européias e das nervosas africanas ou africanizadas (cruzamento das duas), que foram trazidas para cá em função da alta produtividade.

Já as nativas do Brasil – e das Américas – costumam ser mais tranquilas, não dão ferroadas e são mais fáceis de lidar com elas. Outra que vem ganhando fama, principalmente na gastronomia, é a jataí. Mas experimentado os meis ali expostos, cada um eu já imaginava uma receita.


Dentre elas o salmão ao molho de maracujá e mel, que estarei disponibilizando a receita a vocês nossos leitores.


O evento foi um sucesso e de muito aprendizado e quem sabe nas próximas colunas não trago mais receitinhas com esse ingrediente incrível!

Molho de maracujá com mel
Ingredientes:
 200 gramas de polpa de maracujá
½ cebola picada
1 colher de sopa de manteiga
100 ml de mel
 ½ xícara de creme de leite
 sal


Modo de preparo:

Em uma panela em fogo baixo coloque a manteiga e deixe derreter, após derretido coloque a cebola em cubos e doure, assim que dourar acrescente o suco de maracujá e o mel, em fogo baixo, deixe reduzir e dar uma pequena engrossada, adicione o sal a gosto. Para finalizar adicione o creme de leite e mexa bem. Pronto.

Obs: Esse molho pode ser usado para saladas e outros tipos de carne.

Contatos com a Chef Debora Lenzi
Whats: (41)99567-1938
Email: chefdeboralenzi@gmail.com
Instagram: @chefdeboralenzi

Imagens: Kauhê Prieto

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